Bom, depois de muito refletir sobre diversas coisas que acontecem no ambiente de mocidade, cheguei a conclusão de que todos os fatos ocorridos estão amparados em algo bem simples mais ao mesmo tempo tão complexos que são os ditados populares, esses mesmos que são passados de geração em geração. Daqui a muitos anos, você poderá ler esse texto novamente, pois irá perceber que as situações serão as mesmas, só os personagens mudarão. Não sei ao certo como começou, sei que anos antes de Cristo o famoso profeta Moisés, já se utilizava desse recurso. Com o seu “olho por olho dente por dente”, constituía as leis daquela época, acho que não seria para incitar a violência, somente uma forma de fazer com que o povo pudesse se adaptar já que antigamente só compreendiam a linguagem do medo. O tempo passou, e como passou! Os ditos populares continuam se encaixando perfeitamente nos tempos modernos, veja como tenho razão…
Vamos falar de relacionamentos, um tema bastante polêmico e que acaba sempre tendo visões controversas. Imaginem só, dois rapazes perdidamente apaixonados por uma única menina, todos da mesma turma de mocidade. Cada um querendo chamar mais atenção do que o outro, mesmo que para isso tenham que falar mal do seu rival, ou melhor, do seu concorrente, “o homem é o lobo do homem”, ou seja, o homem é o seu próprio predador, e que predador voraz! Sabe quando aquele seu amigo todo certinho chega com uma série de lições sobre o que é certo ou o que é errado, o que você deve ou não fazer? Pois é, aí você percebe que ele faz tudo aquilo de errado que ele te disse para não fazer, “quem tem telhado de vidro não atira pedra no telhado do vizinho”. Se não consegue agir de uma forma exemplar, porque exigir do outro essa conduta? Vejamos como não é fácil a vida de dirigente de mocidade. Sempre existe aquele aluno que está meio indeciso se freqüenta ou não as aulas e o dirigente se esforça e faz de tudo, até convencer e conseguir integrar esse aluno ao demais, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, de tanto insistir, convenceu o não tão duro coração do aluno indeciso.
Quando chega a época de encontro é uma correria só e é muito chato quando algum aluno diz que não pode ir por um motivo ou outro. Isso acontece e é até natural, ficamos sempre tristes. Só que ele não foi simplesmente por um motivo banal, ou para fazer qualquer outra coisa sem importância, “o que os olhos não vêem o coração não sente”. Ainda bem, porque seria muito decepcionante descobrir uma coisa como essa. Tem também aquela história do expositor que vai dar aula em uma turma pela primeira vez. Ele não conhece bem o perfil da turma e todos estão bem tímidos. Ele começa a instigar os alunos com uma série de perguntas e de uma hora para outra, os alunos começam a responder e fazer também, uma série de perguntas tão complexas que o expositor até fica sem graça, “não cutuque a onça com vara curta”, é sempre bom estar preparado para todo tipo de situação.
Ainda nas aulas, às vezes o dirigente sofre, convida alguém para dar uma aula ou às vezes convida até duas pessoas e por ironia do destino, nenhuma das duas aparece. Ele bastante esperto, já estudou e pediu para que seu secretário estudasse a aula também, “mais vale um pássaro na mão do que dois voando” Dirigente é realmente uma figura, todo lugar que vai, sempre leva seu programa para conseguir alguém para dar uma aulinha “de grão em grão a galinha enche o papo”. Em todas essas situações, o aluno é sempre o principal beneficiado, afinal, tudo o que é feito é em prol do aluno, e mesmo que ele ache que uma situação não irá dar certo, as coisas sempre acabam acontecendo de uma forma positiva para ele, “quem espera sempre alcança”. O que se espera alcançar, é que a juventude de hoje, principalmente aquela que freqüenta a mocidade, tenha mais qualidade de vida, com valores morais bem definidos. Quando as coisas não acontecem tão facilmente e quando não alcançamos nossos objetivos tão rápido, ficamos decepcionados, “devagar se vai ao longe”, afinal, tudo tem seu tempo, sua hora certa para acontecer.. O ditado que mais gosto, é “o trabalho com mocidade é duro, mas feliz”, esse ninguém deve conhecer porque acabei de inventar, por enquanto é o que dá para fazer, inventar uma maneira de fazer melhor, de ser melhor, de ser feliz, de ser…
E tenho dito!
Pedro – Vale
