Como sei que o blog é bastante democrático e incentiva todas as formas de arte, vou me atrever (com muita vergonha) a compartilhar algo que escrevi, com a esperança de que essa poesia sirva de incentivo para que outras pessoas possam escrever e colocar para fora através das palavras, os bons sentimentos que existem em nós, afinal, a vida é poesia pura… Ah! Já ia me esquecendo, antes que alguém pergunte, Maiára é essa aí de baixo:
Maiára é assim, faz todo mundo mudar, preenche os espaços vazios com sua ilustre presença, presença de corpo, presença de espírito, presença que transforma o cenário mais fosco num turbilhão de cores fazendo o mais incrédulo dos seres acreditar que tudo vale a pena.
Maiára é assim, encurta os caminhos mais tortuosos com sua ponte de esperança e ao menor sinal de perigo se esquiva como uma criança arredia, como se tivesse medo do escuro, mas mesmo assim, continua caminhando sem vacilar, provando que a estrada só termina no infinito.
Maiára é assim, fala daquilo que seu coração está cheio e atinge o seu alvo como uma flecha certeira fazendo derramar o mais doce de seus venenos, palavras em tom de contradição que pairam no ar como notas musicais, fruto de uma ópera que só ela sabe reger.
Maiára é assim, tem interrogações em sua cabeça e mesmo que ela tente não consegue exclamar, quer achar o absoluto nas verdades relativas procurando nas coisas mais simples uma teoria complexa e se ela não entender, nunca coloca um ponto final, apenas reticências.
Maiára é assim, tem olhos tão brilhantes que fazem com que as estrelas presas lá céu sejam apenas jóias falsas, um olhar que aclara a mais escura das noites, irradiando sonhos que num simples piscar de olhos tornam-se reais e sorrateiramente voltam a se tornar sonhos.
Maiára é assim, tem um sorriso peculiar, sorri de qualquer coisa e se for muito engraçado, logo vem à gargalhada que de um timbre tão alto faz todo mundo sorrir também, transformando a conversa em um verdadeiro picadeiro mesmo que não tenha intenção.
Maiára é assim, de lua, que se mostra cheia quando algo á desagrada que se faz minguante quando não tem nada a dizer que aparece crescente quando quer impressionar e tem sua mais bela face na nova, que discreta se renova em cada amanhecer.
Maiára é assim, que de tão sentimental se debulha em lágrimas por todos os motivos, ou por motivo nenhum, só que assim desse jeitinho derrete o mais duro dos corações e por mais que não perceba vai lançando sementes, sementes de ilusão que um dia vão se tornar reais.
Maiára é assim, uma menina travestida de mulher, ou uma mulher travestida de menina mais rara que flor-de-lótus com uma sensualidade quase que ingênua e por ser tão bonita não concorre com ninguém, somente com o espelho quando mostra seu reflexo.
Maiára é assim, impossível não notar, impossível resistir, impossível traduzir só no Tupi-Guarani, onde se traduz senhora, do seu tempo, da sua história dos seus amores, dos seus sonhos, enfim senhora de sua vida e tudo mais o que quiser, senhora!
Maiára é assim, não assim como eu, assim como você, assim como ninguém, tem um “que”a mais, um “que” que só ela tem,
Maiára é assim, assim como só ela, assim especial assim, assim, assim, assim como Maiára.
Pedro, VALE.