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Correntes de Espíritos | LS parte 12

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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Não se faz uma corrente sem
que ela se vá prolongando
por infinitas etapas de
evolução.

A vida aqui neste Plano não é um mar de rosas. Temos sérios embates, nos quais muitas vezes necessitamos usar uma relativa energia para podermos ajudar. Nossos mentores são enérgicos e cônscios de seus deveres. Aqui não há lugar para desmandos. Quem ainda não consegue ter força suficiente ou compreensão para manter-se dentro das normas estabelecidas, imediatamente é convidado a procurar outro grupo onde o aprendizado é mais suave. Como exigem disciplina! Não há, de forma alguma, recalcitrantes. Estes vão para outras colônias onde têm, de vez em quando, oportunidade de desobrigar-se das funções por vontade própria, porque o trabalho que exercem não exige atenção constante e pode ser abandonado sem prejuízo para outrem. Quanto mais aprendemos e executamos trabalho de maior alcance, mais conscientes temos de ser em nossa responsabilidade e de modo algum podemos ausentar-nos sem licença prévia. Seria bom que todos se fossem habituando disciplinando, se desejam progredir espiritualmente.

Veja que, para vir até aqui dar uma mensagem, deve-mos, em primeiro lugar, tomar conhecimento do trabalho programado. Caso ele seja de tal importância que requeira a atenção de todos nós, ninguém tomaria a iniciativa de pedir um afastamento de algumas horas sequer.

Se verificamos não haver tanta necessidade da presença de todo os encarregados da missão e se já conhecemos bem o serviço, então podemos pedir ao nosso mentor licença para nos ausentarmos, explicando-lhe motivo.

Aí começa uma série de praxes que todo estudante como eu deve seguir. Indagam-nos sobre o assunto do qual vamos tratar e conversam demoradamente sobre ele, a fim de verificarem se o conhecemos bem. Alertam-nos sobre tópicos que devemos evitar; enfim, dão-nos uma orientação. Até aí não sabemos se vamos obter a devida permissão para sair. Após esse preparo, se não tiver havido motivo que o impeça, recebemos a licença e os acompanhantes indicados. Somos agrupados em caravanas, pois ainda não devemos andar sozinhos.

Quando venho e não sou atendido, fico desapontado. Nosso mentor, com paciência, explica que faz parte de nosso aprendizado essa frustração que sentimos. Aos poucos, percebemos essa ansiedade ao ensejo de um contato com encarnados.

Faz uma semana que estou por aqui em estudos e tudo corre muito bem, de acordo com a missão de cada um. Percorri as casas de todos os meus parentes terrenos. Cada um procura seu caminho com maior ou menor facilidade, mas todos terminam fazendo o que devem. Aqui o aspecto não é diferente. É preciso deixar as preocupações inúteis e seguir de acordo com o trabalho que se tem a realizar.

Por falar em trabalho, estive observando o que o seu grupo está fazendo. Achei muito interessante e quase pedi para fazer parte das expedições noturnas, porém, como tinha outra atividade, achei que não iria cumprir bem nenhuma das duas e desisti. Como você sabe, à noite, enquanto seu corpo descansa, você sai com seu grupo para trabalhar. A vocês se juntam os irmãos da corrente de espíritos que os vêm buscar.

CORRENTE DE ESPÍRITOS – é assim chamada porque o grupo de irmãos em trabalho liga-se a vários outros grupos em diversos estágios da espiritualidade, para assegurarem a devida proteção e terem garantida a retaguarda, como dizemos. Não se faz uma corrente sem que ela se vá prolongando por infinitas etapas de evolução. Cada etapa, ou cada grupo de irmãos do mesmo nível de evolução, forma um ELO. Então, sim, depois de conseguida essa ligação, pode-se iniciar o trabalho.

A ligação pode ser feita de cima para baixo ou vice-versa. Falo com esses termos para que me compreende bem.

Quando os encarnados iniciam esses trabalhos aqui na Terra, fazem suas preces na tentativa de conseguir formar a corrente. Um elo dessa corrente compõe-se de elementos encarnados que procuram “subir”, no seu modo de dizer, e manter contato com outros grupos de espíritos, o mais alto que puderem alcançar. Está certo fazer assim. Em cada plano que conseguirem chegar entrarão em contato com irmãos preparados para isso, que, espiritualmente, darão cobertura aos trabalhos. Permanecerão em sintonia até que os mesmos sejam encerrados, quando, então, a corrente será desfeita. Nesse caso, a corrente foi formada de baixo para cima.

Entretanto, pode acontecer que um grupo de irmãos superiores necessite seja feito um trabalho no plano terreno e envie o projeto sucessivamente a várias entidades de outras camadas, assinalando precisar do Espírito encarnado para a sua realização final. São convocados os trabalhadores e, na hora predeterminada, forma-se, de cima para baixo, uma corrente que vai alcançar a criatura encarnada. Essa é a corrente formada de cima para baixo. Dependendo da importância do trabalho, ela pode ter início muito em cima ou no plano adequado encarregado da missão.

Os trabalhadores encarnados são convidados a deixar o corpo repousando e vão, conscientes, fazer o que devem. Recebem instruções como nós recebemos e seguem o grupo que está encarregado de agir. Cada qual é acompanhado nessa missão por um desencarnado experiente. Ao iniciarem o trabalho, se encontram dificuldades que não conseguem superar, recebem logo auxílio do grupo que forma elo imediatamente superior. Isso poderá acontecer novamente e, então, outro ele entrará em ação, até que tudo seja realizado.

O mecanismo desse intercâmbio ainda não sou capaz de explicar, mas posso relatar os fatos que já observei. Sempre que há necessidade de grandes e importantes trabalhos, é formada a corrente que – pode ter certeza – não falha nunca. Essa é a missão que seu grupo está cumprindo atualmente.

Gostaria de falar sobre outro assunto. Nem sempre consigo dizer exatamente o que quero, mas me esforço para chegar perto. Por exemplo, quando dizemos que aqui é tudo rarefeito em relação à matéria que conhecemos quando encarnados, fazem idéia de que a densidade relativa é rarefeita. Não, não é. As moléculas guardam entre si os mesmo espaços como na matéria. A matéria é que é diferente. Somos corpos iguais, de matéria diferente. Tudo se opera como se fôssemos gente mesmo. As diferenças estão nas propriedades dessa matéria, que não condiz exatamente com a que forma o mundo dos encarnados. Ela é mais “maleável” do que a da Terra. Fazemos coisas diferentes por métodos também diversos daqueles que usávamos aí. Isso é muito interessante.

Expliquei em minhas primeiras mensagens que conseguia atravessar as paredes das casas feitas por encarnados. Mas havia paredes que me repeliam. Lembra-se! Agora conheço a razão e vou fazer o possível para explicá-la de modo a que entenda.

Já ouviram dizer que tal qual construção parece ter alma?

Muitas casas, ou monumentos, ou seja lá o que for que se construa na Terra, algumas vezes constituem obra de tal importância (particular ou social) que muitos espíritos se empenham em ajudar a construir e dão até o seu auxílio manual, trabalhando ombro a ombro com os operários encarnados. Enquanto estes últimos manejam a cal e o cimento, os obreiros espirituais usam material próprio do plano em que vivem os desencarnados. A obra tornar-se uma dupla construção. Resultado, temos dificuldades em atravessá-la. Entendeu?

Prometo trazer sempre noções novas para os amigos. Sei que papai, mamãe, meu irmão e todos os outros vão ler isto que escrevi. Sei que mamãe vai corrigir as vírgulas e colocar em evidências algumas coisas. É assim mesmo. As mães são corujas com os filhos em qualquer plano em que estejam.

Um grande abraço amigo, deste amigo de todos os amigos.

Luiz Sérgio.

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Em Serviço Desencarnatório | LS parte 11

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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…viu-se uma luz radiosa
que envolveu a todos e sons
maravilhosos, que vinham
não sei de onde.

Andei muito ocupado, cuidando de assunto novo para mim. Estive ajudando o desencarne de uma pessoa que conheci e que ainda estava passando por uma prova. Acompanhei todo o trabalho dos irmãos mais experientes e vi muita coisa que jamais iria compreender, se estivesse encarnado. Gostaria de dar uma explicação, contar o que vi e como entendi o processo de desencarne.

Já fazia alguns meses que sabia da próxima vinda dessa criatura para o espaço. Recomendaram-me que nada dissesse a ninguém. Cumpri o prometido e assim deram-me a oportunidade de acompanhar o desencarne.

A doença que vitimava o irmão prendia-se a motivos cármicos e constituía uma sagrada oportunidade de resgate. O sofrimento que essa doença acarreta depura o espírito e deixa perceber a extensão de certos vícios sedimentares em suas diversas fases evolutivas, bem como os sentimentos de ira, de vingança e outras inclinações más que ainda possuímos. Isso está por ser estudado mais profundamente pela psicologia médica. Não sei se entendem que a Medicina precisa basear suas teses nas reações psicológicas do indivíduo. Se a criatura não conseguir dominar seu próprio corpo, não poderá curar-se de doenças e muito menos evitá-las. Repousa no Espírito a força que protege o homem dos males que atacam seu corpo e desequilibram sua mente.

A pessoa de quem eu falo precisou ficar no corpo até que “chegasse a hora”, como dizem. Há uma forte razão para assim acontecer. Nenhum irmão que o assistia pretendeu aliviar seu sofrimento antecipando sua saída do corpo. Auscultavam, davam passes, tomavam medidas de auxílio para fortalecê-lo espiritualmente. Notei que observavam atentamente o paciente. Havia sempre um irmão perto dele como se fosse enfermeiro. Cuidavam muito do seu equilíbrio mental.

Houve um dia em que não consegui conter a curiosidade e fiz a clássica pergunta que, segundo me informaram depois, todo Espírito em minhas condições costuma fazer. Quis saber por que não retiravam logo o irmão, já que não seria mais possível reconstituir-lhe o físico. O médico, pacientemente, explicou que nada deve ser feito antes do momento próprio. Se o Espírito for retirado sem o devido preparo, pode acontecer que leve grande carga doentia, o que iria dificultar sua convalescença no espaço; que seria bem melhor para ele sofrer um pouco mais no corpo, para gozar melhor e mais brevemente a libertação. Quando acontece, naturalmente por inexperiência, ser a pessoa retirada antes do momento propício, ela vai sofrer mais tempo como desencarnada. Não há vantagem, portanto.

Os Espíritos que se dedicam à assistência aos desencarnantes têm grande prática e sabem ver o momento exato do desprendimento. É o que se dá ao colhermos um fruto; sabemos quando ele está maduro. Assim acontece. Quando se aproxima a hora de ser retirado, o Espírito é avisado de que em breve deixará de sofrer. Ministram-lhe passes que lhe transmitem forças e muitos conseguem até apresentar melhoras, enganando os familiares que os rodeiam, fazendo descrever a tensão emocional entre eles. É a coragem de que reforça o Espírito para o desligamento final. Esse desligamento é interessante de ser observado. Como ainda sou aluno e quase nada aprendi, não sei explicar de maneira mais clara ou científica como se dá o fenômeno.

No caso que estou relatando, foi feito ao Espírito um chamamento, de modo a fazer com que se voltasse para o plano espiritual, e se manteve com ele uma conversa telepática. Não sei o que lhe disseram. Não captei. O irmão já estava cansado de sofrer e depois que entendeu a mensagem mostrou interesse em verificar quem estava presente. Conheceu um de nós e enviou pensamentos de afetividade, o que fez com que os irmãos que o observavam esboçassem grande calma e aparentando saber o que faziam, continuaram apresentando imagens belas ao irmão, de acordo com suas possibilidades de apreensão e entendimento.

Assim, viu-se uma luz radiosa que envolveu a todos e sons maravilhosos que vinham não sei de onde. Até perfume espalhou-se em volta. Logo, formas vagarosas tornaram-se visíveis para nós, mas o irmão não se percebeu.

Muito vagarosamente, foi sendo chamado o Espírito para fora do corpo. Aos poucos foi desprendendo-se, como casca (corpo). Saía por todos os poros, segundo parecia.

O desligamento final aconteceu mais rápido. De repente, após um de nós ter-lhe estendido as mãos, ele se sentiu atraído e “largou” o corpo, que tombou . Não se deu conta do momento exato e final de seu desencarne, pois riu de satisfação ao nos abraçar e logo caiu na sonolência, que dizem ser natural. Foi levado para as câmaras de repouso para ser cuidado até se recuperar.

Não é bom para os espíritos recém-desencarnados ficarem largados por aí, sem alguém que deles cuide nessa fase inicial. Há perigos aos quais estão expostos e podem ser até muito maltratados. Imaginem se podíamos pensar nisso se não tivéssemos visto!

O interesse é que ninguém se apercebe do que acontece e que seria possível, mesmo ao encarnado, acompanhar a fase do desencarne.

Cada pessoa enfrenta a “morte” de maneira diferente. Porém, as fases são quase as mesmas para todos. Segundo nosso mentor, há os que são apressados, impacientes, que querem livrar-se logo do sofrimento físico a acabam carregando consigo muita mácula para expurgar depois. Há os que são por demais agarrados ao plano físico e tentam ludibriar os encarregados da operação., para permanecerem mais algum tempo no corpo, estes têm sofrimento mais longo e também saem desiludidos, sem esperança e realmente cansados. Como se retiram com revolta, porque desejam ficar, então sofrem duplamente. Há os que são expelidos do corpo porque este, de repente, deixou de ter condições de servi-los, como aconteceu comigo, que não me apercebi, naquele momento, que havia desencarnado. Ainda não estudei bem o meu caso. Não quiseram tocar no assunto, porque são unânimes em achar que não há necessidade de o fazer agora. Há os que destroem o corpo e voltam em condições precaríssimas. É tão triste a situação desses Espíritos que nem tenho desejo de contar.

Os desencarnes seguem todas as fases predeterminadas pelas leis cósmicos. Elas se aplicam independentemente da vontade de quem quer que seja, o que não impede que possam ser violadas. Como o corretivo é inerente ao engano cometido, ele se aplica em decorrência da própria violação. Há atenuantes e agravantes que podem amenizá-lo ou torná-lo severo nas conseqüências das violações, porém nada disso depende de nossa vontade no sentido de minorar os sofrimentos. Podemos acalentar os sofredores, dar-lhes ânimo e esperança, mas não temos poder para retirar-lhes as provas, ou antes, os reajustes.

Todos nós nos enganamos muito quando estamos encarnados, sempre que vamos julgar a vida de nossos semelhantes. Lembro-me de ter ouvido falar de determinadas pessoas que eram tão boas e que, no entanto, tiveram de passar por grandes provações. Isso sempre me intrigou e eu não conseguia atinar com a sua razão. Agora, já com a visão mais ampla de nossa vida, compreendo tudo isso. De nada adianta queremos fugir a Lei, porque ela está gravada em nós. Ela se manifesta como princípio de nosso estado. Sem ela não “seríamos”. Ouvimos dizer que DEUS tarda, mas não falta. DEUS é o Criador, portanto, é a Lei. ELE está dentro de nós, portanto, a Lei também reside em nosso interior.

Como a evolução se processa através do aperfeiçoamento da criatura em conformidade com os moldes desejados pelo Criador, as leis que regem essa evolução são simplesmente êmulos que levam o indivíduo, através do aprendizado, à conquista de graus cada vez maiores de compreensão que lhe permitam atingir os degraus evolutivos, cada vez mais elevados ou inlevados.

INLEVADOS – é um termo novo que estou usando. Quando falamos “elevados” vem-nos naturalmente a idéia de altura, tal como costumamos admiti-la. Pensamos num alto prédio, nas nuvens, na lua e vamos até às estrelas. “Intervalo” é por elevação interior que não exprime altura, e sim condição. As criaturas não se colocam mais “alto” no sentido de distância do chão por estarem evoluindo. Adquirem condições, de modo a poderem viver em sintonias especiais, mesmo entre criaturas menos evoluídas. Ouvem, pensam, sentem, transmitem de uma maneira diferente. Sentem de forma mais sutil, menos impulsiva, não se desgastam inutilmente em esforços necessários, porque têm condições de operar com mais aptidão sem muita perda de energia. Vivem entre nós todos, encarnados e desencarnados e muitas vezes passam despercebidos, porque não provocam impactos, não se evidenciam de forma contundente para os demais. Esses são inlevados. Esse termo eu sei que não é conhecido, mas quis empregá-lo, porque desejo que vocês e conhecem também.

Hoje eu falei sobre coisas muito sérias. Seria preciso falar de alguma coisa mais leve.

No outro dia aprendi a perceber a diferença que existe entre uma pessoa parada e outra andando. Uma delas trazia a cabeça toda envolta em negras nuvens e a outra trazia junto de si uma forma escura. Qual a diferença entre as duas criaturas?

Você é capaz de matar essa charada?

É claro que a semelhança é grande, porque ambas estão em situação não muito agradável. Nós, porém, que conhecemos as malícias de nossos testes espirituais, saberemos responder. Analisemos:

Uma está andando;
outra está parada;
uma está envolta em nuvens negras, e outra trem perto de si um seguidor escuro.

Andar é movimentar-se e quem se movimenta sempre granjeia melhor situação. Outra está parada, significa que não está agindo e sua mente é propicia às más influências.

Resultando:
a que está andando não é acompanhada, porque por si só se livra;

a que está parada assim se conserva, porque não tem energia e, por isso, possui acompanhante afim. Dirão vocês: “Sim, mas a que está andando tem a mente envolta em negras nuvens”. Ora, ninguém manda que ela se movimente em mau sentido. Por que ela não age em sentido positivo?

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Antes de terminar, desejo referir-me ainda ao irmão que desencarnou. Ele está muito bem e em franca recuperação, porém não poderá dar notícias suas tão cedo e é aconselhável que não pensem nisso. Deixem-no descansar num justo repouso, depois de tantas lutas.

Um abraço afetuoso a todos os que me conheceram e que ainda se lembram de mim.

Papai, mamãe, Cezinha e todos, todos os familiares estão incluídos no meu circuito de vibrações. De ninguém eu me esqueço. Creiam-me.

Luiz Sérgio.

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O Estudo, O Tempo e o Espaço | LS Parte 9

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O “tempo” não existe, ou é
contado de maneira muito
diferente, porque não há,
praticamente, o problema do espaço.

Estamos em estudos no âmbito escolar da Terra. Verificamos como são organizados os programas de trabalho e qual a diretriz espiritual a que obedecem. O aprendizado que fazemos é geral, como se estivéssemos preparando uma base para posteriores estudos. Pode ser isso comparado ao cursinho que nos prepara a entrada em uma Faculdade, se formos aprovados no vestibular.

Não é fácil conseguir adquirir esses conhecimentos elementares, pois nos habituamos aos métodos da nossa sociedade e aos valores que ela considera necessários para tornar o aluno apto a exercer a atividade a que se destina.

Notamos isso e falamos ao nosso professor. Ele, então, propôs que estudássemos a evolução dos métodos educativos desde a mais tenra infância.

Fizemos pesquisas em muitos ambientes e fomos fichando tudo o que encontramos de notável, como as diferenças de caráter, tendências espirituais e provas cármicas de cada elemento observado.

Agora estamos em um núcleo escolar infantil onde procuramos notar o comportamento das crianças e dos mestres. Achamos perfeitamente de acordo uns e outros. Tais Espíritos têm os mestres que merecem, com raras exceções . Isso porque já estava tudo preparado e cada pessoa ocupa o lugar que lhe cabe dentro da sociedade.

Assim, cada Espírito recebe os ensinamentos necessários ao seu aprendizado e cada mestre mantém o contato que deve com aqueles aos quais precisa levar uma semente boa, a fim de que esta mais tarde possa produzir bons frutos.

Os semeadores são sempre pessoas em luta pela sua melhoria, inclusive aqueles que trazem um grande acervo de conhecimento de métodos. Aliás, estes principalmente.

Minha vida aqui é a melhor possível. Ainda estou morando na mesma cidadezinha. Mas viajo muito em estudos. Nosso grupo todo se desloca. Percorremos o mundo e já fizemos grandes relações com irmãos de outras terras, mas ainda fomos à Índia nem à China. Esperam que tenhamos maiores conhecimentos para atender melhor o espírito desses povos.

Estamos terminando o estudo sobre a educação das crianças e vamos fazer o mesmo em outras sociedades terrenas, a fim de fazer confrontos e tirar conclusões.

Não há só trabalho aqui. Também nos divertimos, passeamos muito e fazemos viagens de recreio.

O tempo não existe, ou é contado de maneira muito diferente, porque não há, praticamente, o problema de espaço. Nosso pensamento, dependendo da nossa capacidade de emiti-lo, nos leva rapidamente aonde desejamos ir. Os entraves são ocasionados geralmente pela nossa incapacidade e, às vezes, pelo meio em que nos encontrarmos. Ë possível que ainda se consiga impedir que o ambiente provoque obstáculo ao nosso deslocamento. A prática pode ensinar-nos a vencer esse pequeno obstáculo. Sem o recurso da volição é mais difícil caminhar, porém nem sempre podemos usá-lo.

VOLIÇÃO é a capacidade de podermos nos deslocar como a luz se desloca, isto é, em pequenos impulsos. Eles são tão rápidos que não percebemos, mas nos projetam com maior ligeireza e sem o auxílio dos membros locomotores.

Esse deslocamento é tão mais rápido quanto maior capacidade tenha o Espírito de emitir esses impulsos.

Aprendi a me locomover assim e fui estudar como isso era possível. Sim, funcionamos como um motor, ou melhor, um reator que produzisse infinitas modulações capazes de, uniformemente, provocar uma descarga em tempo mínimo, no sentido de movimentar a área circunjacente, formando um vácuo, projetando o corpo para a frente. Esse vácuo seria formado no sentido exato da direção a seguir. A pressão oposta como que “empurraria” o corpo.

Como vê, não somos nós que caminhamos. Somos impelidos pelas forças da própria natureza. Basta, para isso, que saibamos criar as condições.

Creio que entendeu uma pequena lição. Procure pensar sobre ela, porque lhe será útil quando mudar de plano. Agora é impossível conseguir. Tempo virá em que o homem encarnado conseguirá caminhar com maior facilidade e sem desgaste. A própria gravidade será problema do passado, mas isto ainda não posso explicar. Ficará para uma lição posterior.

Agora vou voltar aos meus afazeres. Recomende-me ao meus pais. Diga-lhes que tenham calma em qualquer circunstância, porque tudo está certo.

Luiz Sérgio

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A Catedral do Som | LS Parte 8

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1… de repente, avistaram-se
reluzentes cúpulas
irradiando luz diáfana…

Com bastante alegria venho dar minha mensagem hoje, porque estou realmente satisfeito com os progressos que consigo, graças ao auxílio de todos os amigos: os vivos e os de cá que já não o são, isto é, relativamente ao nosso ponto de apoio ou ao nosso estado atual. O que é vivo para você é passado para mim e vice-versa.

Assim é a vida, uma continuidade cada vez mais impressionante, não porque provoque medo, mas porque nos traz incessantes novidades e coisas belas que jamais imaginaríamos encontrar.
Veja só o que fomos descobrir!

Num vasto platô, como o que acharíamos em cima dos montes Urais, rodeado de belos píncaros nevados, de repente, avistaram-se reluzentes cúpulas, irradiando luz diáfana em lugar onde nunca imaginei houvesse alguém morando.

“É uma cidade perdida”, pensei.

Não, não era. Chegamos mais perto e vimos que as construções eram belas obras de arte.

“Quem teria feito aquilo?”

Aproximamo-nos ainda mais. As cores que eram irradiadas dos lavores artisticamente arquitetados produziam um efeito de estrelas refulgindo ao brilho do sol, com tal intensidade que quase não conseguia fixar a vista.

Procurava lembrar-me se havia estudado aquele lugar, quando me ocorreu que já era espírito e que, portanto, aquela linda cidade ou construções seria de matéria fluídica e não densa. Como vê, às vezes ainda a gente esquece que já é espírito.

Acerquei-me com os outros do local. Lá estivemos muito tempo rodeando e tentando aclimatação para podermos penetrar, até que conseguimos, vagarosamente, chegar a um majestoso edifício todo recamado de refulgentes gemas, ou pedras brilhantes azuis, tendo dentro uma luz diáfana que não se sabia de onde vinha, mas que fazia cintilar o teto, de onde prendiam espécies de estalactites de formas artísticas e originais. A obra era feita pela mente de Espíritos de grande capacidade artística e de grande conhecimento.

Era uma catedral – a catedral do som.

Isso porque ali tudo era transmitido através de sons harmoniosos, suaves, que nos diziam ou nos faziam sentir exatamente o que queriam exprimir. Logo que entramos ouviu-se um alegre murmurar de sons que pareciam nos dar as boas -vindas. Depois houve uma conversa entre nós e os sons. Eu não entendia o que queriam dizer, mas senti como uma intuição que me levava a crer que alguém que eu não via dizia que o momento era solene para nós, pois estávamos admirando uma obra de grande elevação artística e que só Espíritos de escol poderiam ter arquitetado. Os “construtores” deveriam ter qualidades excepcionais para conseguirem aquele resultado. Isso não sei se pensei ou se ouvi, mas tenho a certeza de que senti através dos sons cristalinos que chegavam ao meu espírito.

Depois senti um convite à oração.

Recolhi-me em prece e conforme me elevava fui divisando brancas e esvoaçantes formas que emitiam de si sublime música, como se assim estivessem conversando. Delas saiam jorros de luz de várias cores, que se refletiam no ambiente dando colorações diversas, conforme os sons que emitiam. O som saía como se aquelas formas o emitissem de si, do seu todo, pois não era pronunciado por órgão vocal, mas era “vibrado” por elas (as formas).

Fiquei extasiado e logo que procurei investigar aquilo que via, desliguei-me do contato que estava tendo e deixei de observar a causa dos sons que distinguia.

Nosso espírito estava tão elevado que não possível trocarmos nenhuma observação, enquanto durou nossa permanência no local. Aliás, este assunto ficou somente em observação. Disse-nos o mentor que havíamos recebido uma rara oportunidade de conhecermos o grau de evolução que teremos de alcançar para podermos dominar cientificamente os problemas da Física ou mais particularmente da Eletrônica, a fim de conseguirmos imprimir, quando na Terra novamente, maior impulso aos conhecimentos.

Eu não podia deixar de vir dizer essas coisas. Acho que vocês nunca ouviram falar nelas.
Ainda estou sob a influência da impressão que tive.

Luiz Sérgio

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A Estância da Luz Divina | LS Parte 7

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1Dizem que é uma estância
de paz para as almas
atribuladas que vêm da
experiência da Terra.

Volto hoje com bastante alegria porque minha mãe se encontra aqui (próximo a médium). A alegria enche meu coração. Já ri junto a vocês, enquanto contavam causos. Felizmente para todos elas eram sadias e em nada traduziam as piadas mordazes tão comuns entre nós outros quando encarnados. Aqui, conforme já tive ocasião de observar e dizer, não são vistas com bons olhos as críticas maldosas com que nos deliciávamos antes, nem a sátira que era hábito fazermos uns dos outros.

Continuo aplicando-me aos estudos e acho que vou conseguir, afinal, transmitir alguns conhecimentos mais científicos, de forma que possamos organizar uma teoria sobre o assunto que já iniciei. Espero poder explicar e você entender, para que o todo fique inteligível. Você (a médium) vai ser a secretária do “cientista”. Isso é brincadeira, é claro. Quero somente exercitar-me bem para futuros trabalhos que tenho vontade de fazer.

Nossa vida continua mais ou menos como eu já expliquei: estudando, trabalhando e me divertindo também. Há festas por aqui, calmas, tranqüilas, com músicas a gosto de cada um. Até algumas composições populares são tocadas, mas só aquelas que traduzem sentimentos sadios. As baseadas ou inspiradas nos impulsos instintivos nuca ouvi tocar.

Assisti a uma conferência sobre as artes, especialmente, a música, e entendi a influência que pode causar no espírito das pessoas. A música é meio de comunicação e bem poderoso meio. Ela penetra o íntimo com suas vibrações encadeadas, dando o sentido exato do impulso que originou a seqüência das notas e proporcionando o recebimento da mensagem de forma mais objetiva do que se lêssemos uma comunicação escrita. Esta teria de ser entendida pela mente, ao passo que o som, sendo vibração, passa por toda parte do nosso corpo e vai direto aos centros que deve alcançar. É o recado direto. Daí o fato de nos precavermos, apreciando somente as composições que nos transmitem sentimentos condizentes com o nosso desejo de evolução.

2

A cultura aqui é muito mais profunda, porque alcança conhecimento de base – os porquês que nos eram desconhecidos. Quando percebemos a importância de dirigirmos nossos pensamentos para assuntos realmente sérios, ou melhor, quando tratamos com seriedade qualquer assunto, pensamos como perdemos tempo, enquanto encarnados, e quanto envenenamos o nosso Espírito com a leviandade com que emitíamos nossas opiniões jocosas sobre temas transcendentais. Hoje estou procurando manter-me dentro de uma conduta respeitosa, mesmo que esteja tratando de assuntos menos importantes. Tudo é aprendizado.

Ainda moro no mesmo núcleo que já descrevi. Ele me oferece muitas oportunidades e aproveito para observar melhor. Já consegui saber como é administrado e como é dada assistência a todos os que chegam, como eu. Somos cadastrados todos e nossas histórias arquivadas juntamente com a ficha de anotações de nosso comportamento.

Desejei saber algumas coisas do meu passado, mas o irmão que dirige esse departamento disse que é mantida ali uma noção incompleta e que, futuramente, irei tomar conhecimento de tudo o que me for útil. Aconselhou-me, também, a não procurar lembrar para que não me atrapalhe. Disse que seria mais interessante eu continuar no estudo, porque ainda faz pouco tempo que deixei o corpo.

Sou bem tratado por todas as pessoas que de alguma forma estão encarregadas da direção dessa cidade (colônia). Dizem que é uma estância de paz para as almas atribuladas que vêm da experiência da Terra e ali descansaram para continuarem suas caminhadas. Não sei por quanto tempo ficarei morando nesse lugar. Ele se chama “ESTÂNCIA DA LUZ DIVINA”. Agora dei-lhe o nome, porque de nada adiantou escondê-lo. Embora você (a médium) não se lembre, certa noite apareceu-me lá, acompanhada por um irmão alto, magro e bastante simpático. Eu me surpreendi e desde então vi a inutilidade de querer esconder-lhe a denominação da colônia.

Não sei bem porque eu ali fui parar, mas está-me parecendo que não foi o acaso que me levou. Nada quero adiantar enquanto não me certificar bem. A cidade não possui muitos moradores relativamente a uma outra que tive oportunidade de visitar. Aquela, sim, é enorme e a população muito grande. A área que ocupa é extensa e as moradas, são colocadas mais perto uma das outras. Nosso mentor disse que há muitas colônias para abrigar os Espíritos e cada uma delas tem a sua característica, sendo comum o sentimento de auxílio que em todas existe como principal finalidade.

Transpusemos no outro dia os limites de nosso país. Fomos visitar as alturas andinas. Vimos muita coisa interessante por lá. Foi uma viagem de estudos e conhecemos os primórdios da civilização. Agora, vamos encontrar na Terra sérias divergências. A civilização não teve início no Oriente, segundo contam, mas aqui mesmo e os Altos Andes guardam, pelos menos espiritualmente, os resquícios de nossa vida pregressa, quando nossa civilização estava embrionária. Daqui partiu ela para outras partes do mundo. É verdade que a Terra, naquele tempo, tinha outra aparência e os mapas antigos que me mostraram divergem muito dos que conhecemos hoje descrevendo a superfície do Globo.

Ainda não posso falar muito sobre isso, porque não me aprofundei.

Hoje me acho mais contente do que nos outros dias. Sabe por quê? Mamãe conseguiu perceber minha presença. Tenho um desejo imenso de me apresentar a ela, mas não encontro meios. Aguardarei com paciência. Por favor, dê um abraço nela e diga-lhe que abençoe o seu filho que foi, é e será aquele mesmo de sempre. Quero que ela saiba que sou feliz e que hoje ficarei ao seu lado até o amanhecer. Iremos conversar, se Deus o permitir, quando ela repousar.

Luiz Sérgio

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A Aura Espiritual dos Seres | LS Parte 6

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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A emissão de luz, sua
intensidade e freqüência vão
depender da qualidade” do
Espírito.

Aqui, no plano espiritual, nos achamos em treinamento dos estudos que estamos fazendo. Ë preciso pôr em prática e teoria. Esse é o motivo de eu ter vindo hoje. O grupo todo assiste nosso trabalho. (a psicografia que estava sendo feita naquele momento, da transmissão desta carta)

Lembra-se de como descrevi a coloração de sua aura em minha última mensagem? Notei que você (a médium) também não sabia explicar o porquê. Então fui buscar auxílio com o mentor e ele nos deu pormenorizada explanação, tão clara que todos nós entendemos. Como estamos aprendendo a dar conhecimentos e você também não sabe, vou aproveitar a oportunidade para esclarecê-la. Espero sair-me bem.

Procure ficar com a mente livre e sem querer raciocinar por sua conta. Faça como se não soubesse do meu intuito. Vamos ao trabalho.

Esta imagem é apenas uma ilustração ao post e nada tem a ver com o processo descrito nele.Passam as nuvens róseas, refletindo os raios solares. Ao fim do dia, ou na aurora, elas se colarem e apresentam muitas vezes belos espetáculos. As cores se confundem e vão até o alaranjado escuro; e não se sabe onde começa um tom e termina outro. O céu é todo franjado e as nuvens têm formas diversas e diversa coloração. Ë a luz benfazeja do sol e refletir-se e decompor-se ao deparar com a atmosfera da Terra, que contém poeiras, gases diversos e água.

Imagine a beleza de um céu estrelado, cheio de pontos luminosos amarelos, azuis, vermelhos, verdes, etc. Cada ponto é um sol, que reflexos dariam eles na Terra se a iluminassem? Como se decomporia a luz ao expor-se à atmosfera da Terra? Cada grânulo de poeira ou gota de água, que cor apresentaria? Que reflexos maravilhosos seriam, se todos eles iluminassem simultaneamente o mesmo acaso! Ou o amanhecer! Ora, isso não é possível, pois são muitos e em variedade infinita.

Como seriam as manhãs terrenas se a Terra também emitisse raios que, embora sem intensidade semelhante, se estivessem entrelaçando ou resistindo à passagem de luz do sol (ou dos sóis, na hipótese de serem vários)? Como se apresentaria o acaso ou o amanhecer? De que forma enxergaríamos o horizonte?

Pense e imagine cada raio de luz, ou cada partícula emitida, encontrando-se com outro raio em sentido contrário. Que impressão nos daria o fenômeno visto da Terra? Talvez víssemos um bombardeamento policrômico de partículas que se modificariam ou se adensariam, formando um belíssimo jogo de variegadas cores em mutação constante.

E seria, então, uma visão de pequenos sóis que se acenderiam, e se apagariam ininterruptamente, para darem lugar a outros, em seqüência instantânea. Pena que nossos olhos não teriam possibilidade de observar. Enxergaríamos o resultado do fenômeno em seu conjunto: as cores predominantes, decorrentes das dominantes físicas que exercessem com maior intensidade a influência na combinação das cores. E diríamos, como dizemos, que o céu está alaranjado, róseo, avermelhado…

No entanto, se possível fosse dispormos de órgãos próprios para seletar os componentes cromáticos desse fenômeno, veríamos uma chuva de luzes modificando suas tonalidades até o infinito, num jogo de cores arrebatador.

A Terra, porém, não é luminosa. Mas o Espírito o é!

2Sua luz depende da maior ou menor intensidade com que ele participa da vida da criatura. Seu metabolismo emite uma energia diferente da física ou paralela a ela. Essa energia desprendida em partículas que emanam em torno do campo de ação do Espírito, que é o corpo, mais intensamente em umas partes e menos em outras, conforme a atividade do momento (em volta dele há entes que também emitem luz) – é a aura espiritual dos seres. A emissão de luz, sua intensidade e a freqüência vão depender da qualidade do Espírito. Há os que pouca energia irradiam; há os que emitem monotonamente a mesma espécie ou forma de energia; há os parcimoniosos, que guardam para si a melhor força para as transferirem no sentido físico etc.

Entretanto, há os que, em determinadas ocasiões, emitem rajadas violentas de energia e os que a emitem abundante, mas em freqüência regular, sem violência. Essa emissão de energia forma a chamada “aura emotiva ou psíquica” que caracteriza os sentimentos do indivíduo. Como cada freqüência corresponde à manifestação de uma cor, a aura toma a cor que se relaciona com o que o Espírito está sentindo ou pensando.

A aura espiritual só é influenciável por agentes externos que sejam também luz espiritual, ou esteja sendo produzida por elementos espirituais. Quando se encontram duas auras resplandescentes, digamos de cor azul, essa cor é reforçada e aumentada muitas vezes de intensidade, uma cor que representa a caridade, como a rosa, este (rosa) ficará mais escuro e a luz que fará brilhar as partículas que se chocarem serão vermelha. A não ser que a energia emitida pelo rosa seja tanta que elimine a intensidade da emissão vermelha. Se a aura chocar-se com várias auras ao mesmo tempo azuis, amarelas, lilases, etc., veremos nesse encontro miríades de meteoros formando-se desaparecendo logo, cada qual de uma tonalidade, conforme a energia de que cada partícula estiver carregada.

Essa foi o motivo pelo qual me confundi com sua aura. Eu mesmo a influenciava e já causava transtornos à sua coloração. Outras pessoas também estavam aqui, todas desejando dirigir-lhe o pensamento, o que as fazia emitir, em sua direção, um jato de energia que ia chocar-se com sua aura e produzir o fenômeno que observei. Qual a cor inicial da aura? Não nos soube dizer o mentor instante, porque, ao desenvolver-se, cada ser apresenta modificações diversas, e o estudo de todos esses detalhes depende, realmente, de possuirmos dotes espirituais de intuição e vidência.

Espero que tenha entendido mais ou menos o que expliquei. Se fui feliz na explicação é que já começo a aprender.

Luiz Sérgio.

 

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A Colônia Onde Moro | LS Parte 5

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

1

...um núcleo tão bem
formado com quase tudo
semelhante às nossas
cidadezinhas.

Que Jesus esteja contigo!

É assim que devemos iniciar nossas mensagens, substituindo o boa noite convencional. Isto porque, sendo Jesus (ou tendo sido) um bom homem, cuja filosofia exalava de si perfumes raros como o amor, a caridade, o perdão, etc., logicamente, quem estiver com o pensamento nele terá uma boa noite. É questão de se colocar a mente em corrente de pensamentos pouco egoístas, comungando com outras criaturas que também assim se colocam; isso influi muito no metabolismo espiritual (se assim se pode dizer) e, conseqüente, trará boas influências ao andamento normal do físico.

Quando pensamos em Jesus o fazemos com respeito e sempre imaginando–o de acordo com os atributos que lhe foram dados pelos apóstolos ao escreverem os Evangelhos e que nos oferecem a imagem de um Espírito perfeito, meta de todos nós. Assim, ao desejarmos que Jesus esteja com alguém, nossa intenção é que comungue com Ele e, portanto, seja perfeito.

Prometi que faria uma descrição da cidade onde vivo. Realmente pode-se assim chamar, embora não seja muito grande. É um local de trânsito. Isso significa que não paramos muito nela. Já me disseram que, de lá, ou se reencarna ou se muda para outras, de acordo com as possibilidades de cada um.

84872155Muitos irmãos já descreveram lugares semelhantes, segundo me informaram. Porém , para mim, constitui inteira novidade encontrar, de repente, um núcleo tão bem formado com quase tudo semelhante às nossas cidadezinhas. Isto depois de se ter “morrido”!

Quero contar alguma coisa de você. O aspecto de sua aura é feita de partículas entremeadas de várias espécies de cores. É regra geral notar-se a aura colorida em tons característicos mais ou menos uniformes. Sua aura é interessante. Ela parece formada por pedacinhos de todas as cores, variando de maneira rápida, transformando-se em mistura de cores, de tal forma que não se pode julgar com precisão qual o sentimento preponderante no momento. A impressão que se tem é que você consegue dissimular a própria aura, ou separá-la como num prisma, decompondo a luz que emite.

Isso aprendi a ver faz pouco tempo. O professor explicou que a aura indica o estado de espírito e fez relação das principais colorações e seus significados.

Ao chegar, observei você. Foi uma mistura tal que nada pude deduzir. Fiquei confuso. Agora vou voltar e pedir explicações para seu caso.

Tia Ernestina, a irmã falecida de minha avó materna, veio falar comigo. Eu não a conhecia, nem me lembrava de ter ouvido falar nela. Conversamos muito, mesmo. Falou-me da Vovó; disse-me que agisse como pessoa de responsabilidade, porque só os Espíritos sérios, de propósitos elevados, conseguem merecer atenção dos mentores gerais, daqueles irmãos de grande sabedoria. Aconselhou-me a que me dedicasse com afinco ao trabalho, mostrando o real interesse que tenho e não me acanhasse em inquirir sobre o que desejasse saber. Aconselhou-me, também, a não desprezar nenhuma informação por mais sem importância que parecesse.

Contou alguma coisa sobre a vida que leva em outra colônia. Eu agradeci muito a tia Ernestina e ela partiu prometendo voltar ainda antes de eu ser transferido da colônia.

É. Esqueci de contar que eu talvez seja transferido para outra cidade que me dará melhores meios de estudar. Dizem que, gostando de transmitir conhecimentos, torna-se necessário que os adquira. Isso me foi dito em tom sério, fazendo-me entender que credenciavam minha iniciativa. Eu gostei.

Acho que minha transferência ainda vai demorar, porque há uma série de itens a cumprir e métodos a adquirir. Só depois de me acharem apto, poderei ir. Estou no curso primário. Quando terminá-lo, irei adiante.

Já estava escrito que eu viria cedo. Era preciso. Minha experiência seria curta e eu sabia disso. Agora já passou. Estou-me adaptando ao novo ambiente e encontrado grandes vantagens sobre o anterior.

Não vou poder continuar os meus estudos eletrônicos aqui; não me mostraram esse caminho. Aconselharam-me a estudar um ramo completamente diferente, ao qual damos muito pouca importância : o das humanidades; na Terra dos encarnados damos-lhe o nome de “Ciências Humanas. Acham muito importante e, nesse ramo, incluem a Medicina também. Se o médicos soubessem!!!

LUIZ SÉRGIO.

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