Archive for Trevo

INTEGRAÇÃO DO JOVEM

O Trevo, Setembro de 1984.

O jovem, sentindo-se deslocado, incompreendido ou rejeitado pela família, procura apoio fora do lar. Formam-se os grupos, que podem ser de dois tipos:

a) grupo de apoio para a estagnação – onde os jovens, a pretexto de contestar, aderem a modismos que são manifestações superficiais, que chamam a atenção da sociedade; agridem a sociedade. Mostram que são auto-suficientes porque criaram seu próprio padrão de comportamento;

b) grupo de apoio para crescimento – revisão de si mesmos – onde os jovens procuram seriamente descobrir a razão de certas manifestações, promovendo uma reflexão em conjunto, a fim de expandir-se espiritualmente. O aspecto exterior (modismo) fica em plano secundário, uma vez que o jovem que adere a este grupo é do tipo progressista, ou, muitas vezes, é aquele que se cansou de pertencer ao grupo anterior e está em busca de novos horizontes. A Mocidade Espírita é um exemplo deste tipo de grupo de jovens.

O jovem do grupo “a” está em sofrimento permanente, um sofrimento nada gratificante, porque, estacionado como está, com a centelha encoberta pelos modismos, luta contra a lei natural, isto lhe causa revolta e ansiedade.

O jovem do grupo “b” pode até ter algum tipo de sofrimento, mas é o sofrimento gratificante do crescimento (tal qual as quedas do bebê que começa a manter-se de pé para os primeiros passos). Está de acordo com a lei natural, em sintonia com o Criador, libertando a centelha para o crescimento.

ISOLAMENTO E INTEGRAÇÃO

O jovem, como qualquer ser vivo, nunca está isolado. Está ligado a algum grupo que lhe dá apoio, onde ele se sente apoiado. Esse grupo pode ser a família ou os amigos. Tanto a família quanto os amigos podem ser grupos do tipo “a” ou “b”. A Mocidade Espírita tem obrigação de ser do tipo “b”, isto é, de apoio ao jovem para o crescimento espiritual, para libertação da centelha divina que existe em cada um de nós.

O que o jovem, que se sente isolado e rejeitado, precisa? Duas coisas: a) aceitação; b) compreensão.

O dirigente da Mocidade não deve fazer julgamento. Desde que o jovem busca a Mocidade, não importa seu passado; ele está à procura de novos caminhos. Devem ser oferecidos a ele os novos caminhos. O grupo de crescimento/amadurecimento espiritual deve ser um grupo aberto, não reacionário. Claro que deve ter suas normas disciplinares, mas essas normas existem exatamente para que haja liberdade de crescimento e para que o grupo não se deixe envolver por atitudes estagnadoras, que poderão até levá-lo a atitudes do grupo “a” de que falamos.

O dirigente deve mostrar-se aberto ao jovem que chega. E deve, também, compreender que muitas vezes é preciso – ao lado do apoio e da aceitação – indicar ao jovem o caminho da assistência espiritual (através dos passes), pois não podemos ignorar que há no plano espiritual muitos desencarnados retrógrados que não querem o progresso dos encarnados. Neste caso, o passe ajuda tanto o encarnado quanto o desencarnado a refletir melhor sobre renovação para o progresso.

Valentim Lorenzetti

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

O endereço: http://www.digmafra.com.br/aee/otrevo/

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Apoio às Mocidades

O Trevo, Junho de 1984.

Em vista das necessidades de desenvolvimento do setor de Mocidades da Aliança, há alguns meses componentes de diversas turmas de Mocidade de grupos integrados reuniram-se para definir rumos e objetivos neste campo de atuação, dando origem à “Comissão de Apoio às Mocidades” da Aliança Espírita Evangélica.

Os objetivos desta comissão podem ser resumidos basicamente em:

a) oferecer condições para que os centros espíritas que ainda não tenham Mocidade possam partir para sua realização, através de esforços adequados de planejamento, organização e efetivação, com base nos programas de estudo e atividades estabelecidos pela Aliança (cf. “Vivência do Espiritismo Religioso”, 2ª ed.).

b) dar suporte às Mocidades em funcionamento, em termos de material didático, sugestões de atividade, material para divulgação, escala de expositores e reciclagem de informação dos dirigentes.

c) promover intercâmbio de experiências, confraternização entre turmas, sustentação através de uma corrente de vibrações que interligue as Mocidades de todos os Grupos Integrados.

d) motivar a participação ativa das Mocidades em eventos e trabalhos  promovidos pela Aliança Espírita Evangélica.

Dessa forma, julgamos interessantes que grupos que já possuam Mocidades em funcionamento e, principalmente, grupos que não tenham ainda sua turma de Mocidade, entrem em contato com esta Comissão, para dar e receber apoio dos demais. Para isto é importante reconhecermos a necessidade da Mocidade Espírita para manter o potencial de trabalho e renovação na casa espírita.

Convidamos todos os Centros Espíritas interessados a participar das reuniões da Comissão (…).

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

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A CRIANÇA

São Paulo, Janeiro de 1984.

Estávamos em meio a festinha em homenagem ao Dia da Criança, na escola de moral cristã que funciona nessa Casa Espírita, quando alguém nos bateu à porta. Era uma senhora trazendo um bolo e alguns brinquedos para distribuir.

O fato nos fez pensar, não que sejamos contrários à distribuição de brinquedos e doces, ainda mais em se tratando de crianças que muitas vezes passam até fome. Mas, infelizmente muita gente só se lembra dos pequeninos no dia da Criança, ou na véspera do Natal e se movimentam para ofertar brinquedos, comida, roupas, movidas talvez por desencargo de consciência ou porque ainda não aprendeu a servir.

Para aqueles que despertaram para o trabalho na Seara de Jesus, porém, todos os dias é dia da criança e véspera do Natal. Toda criança, carente ou não, representa a terra fértil de deve ser cultivada com amor, não no serviço de algumas horas, mas num esforço constante e dedicado de todos os dias através de ensinamentos e exemplos vivos de bondade. compreensão, retidão e tolerância.

A criança é o futuro, se desejamos um mundo melhor, de paz e entendimento. Se realmente queremos acabar com as guerras, as violências, os vícios e as corrupções, é nosso dever começar a cultivar essas qualidades benéficas no íntimo das crianças, moldando seus caracteres, para que se manifestem no homem renovado de amanhã como frutos abençoados de amor e luz.

Verificamos que existe o interesse pelas crianças, mas somente com relação ao conforto material, ao bem-estar físico e quase nenhum com vistas ao lado moral, à formação do caráter e do sentimento do homem de amanhã. E isso não se observa apenas entre os carentes, moradores de favelas e periferias das grandes cidades. É um problema social dos mais graves e causa de toda essa situação caótica que o mundo atravessa. As ondas de crimes, as violências, as corrupções e a miséria, são originárias desse problema.

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CENTROS ESPÍRITAS E A MOCIDADE

O Trevo. São Paulo, Junho de 1983.

Reconhecemos que é muito fácil, num arroubo de entusiasmo, afirmar que Centro Espírita sem Mocidade atuante está morto, mas, se bem examinarmos, veremos que esta afirmação é procedente.

Cinquenta e um porcento da população do Brasil é composta de jovens de até 23 anos. Um Centro Espírita que não integra esses valores vivos e palpitantes, essa “pepita de ouro” no seu bojo, está desatualizado em relação à realidade que o rodeia. Está desperdiçando esforços, está definhando num emaranhado de idéias e de atuações já emboloradas. Não está criando condições propícias, novas e válidas para a sua continuidade e para sair a curto, médio e longo prazo do marasmo em que, certamente, se encontra.

Raciocinemos, agora, com o auxílio da ponta do lápis, não nos esquecendo nunca de que 51% da nossa população é jovem! Qual é a porcentagem de Centros Espíritas que contam com mocidade estruturada e atuante em seu seio? Qual é a porcentagem de moços que frequentam as aulas de Mocidade nos poucos Centros Espíritas que contam regularmente com essas aulas? Qual é a porcentagem de moços que procura assistência espiritual nos Centros Espíritas?

Meditemos profundamente sobre os resultados, equacionando-os sempre em função do espaço e do tempo que estamos vivendo – prestes a entrarmos no terceiro milênio.

Estejamos bem certos de que juventude atuante, conscientizada do Amor de Jesus Cristo, é transfusão de sangue novo e bom num corpo quase agonizante e moribundo.

E os outros aspectos desse problema?

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Curso de Dirigentes de Mocidade Espírita, o 1º CDME

São Paulo, Agosto de 1982.

A AEE promoveu, em julho, seu I Curso para Dirigentes de Mocidade Espírita, durante 4 semanas, no CEAE-Genebra. A iniciativa, que teve como finalidade promover o crescimento da Mocidade Espírita dentro da Aliança, contou com a presença média de 40 jovens em todas as aulas, entre companheiros dos grupos da Grande São Paulo e Baixada Santista.

O curso foi apostilado e teve todas as aulas gravadas, de forma a possibilitar que companheiros de outras regiões também possam beneficiar-se com seu conteúdo, promovendo implantação de novas mocidades.

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Dado o clima em que foi realizado esse I Curso, acreditamos que os frutos não tardarão a surgir, sob a forma de novas turmas de Mocidade em outros Grupos Integrados, bem como maior rendimento para aquelas que já se encontram em funcionamento.

FONTE: O Trevo.

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O PROGRAMA DA MOCIDADE

São Paulo, Julho de 1982.

Em estudo publicado em 1975 pela AEE, através de um opúsculo denominado “Mocidades Espíritas”, destacamos o seguinte trecho: “Agora já temos elementos para definir as M.E. como sendo núcleos cristãos de formação e aperfeiçoamento de jovens com o fim de prepará-los para futuramente dirigirem instituições ou trabalhos espíritas”.

A partir da colocação de tão nobre finalidade, a Aliança, naquele mesmo ano, partiu para a realização de um programa de Mocidade Espírita, procurando atender a tais objetivos e estruturado basicamente em três aspectos, a saber:

a) Estudos doutrinários teóricos e práticos;

b) Conhecimentos gerais e administrativos;

c) A reforma moral.

Com a organização da Mocidade Espírita do CEAE Genebra, a 1ª turma ali instalada foi acompanhada como um pequeno laboratório de provas para o programa, inicialmente com 3 anos de duração, cada qual destinado a um dos itens acima. Com o desenrolar da experiência, modificações foram introduzidas, alterando-o para quatro anos de duração, com dois anos dedicados ao item a.

Esta última versão foi aprovada e posteriormente incluída na programação geral da AEE constante da obra “Vivência do Espiritismo Religioso”, sendo a que lá permanece até a presente data.

Com este pequeno histórico de elaboração do programa, procuramos apresentar todo um processo de elaboração e aprimoramento, que sempre teve como meta possibilitar à Mocidade de atingir sua finalidade de forma concreta e objetiva.

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É VERDADE…

São Paulo, Julho de 1978.

Pois é. E não é que é verdade mesmo? Os tempos são chegados, finalmente tempos melhores virão.

Mas, infelizmente, antes de dias melhores, enfrentaremos dias bem piores. Vamos viver dias onde veremos muitas lágrimas rolarem, e o balde para essas lágrimas serão os Centros Espíritas

E quem estará dirigindo esses Centros Espíritas? Não serão os jovens de hoje? É claro que serão! Serão eles que estancarão as dores do futuro.

Mas será que temos suficientes jovens evangelizados para tais cargos? Acreditamos que não. Precisamos evangelizar os futuros dirigentes. Precisamos de jovens que realmente conheçam a Boa Nova.

É para esse ideal que a Aliança Espírita Evangélica tem o programa de Mocidade Espírita. Este programa visa a total integração do jovem no Centro Espírita.

Já existem várias turmas de Mocidade funcionando com este programa. Existe uma em Araraquara, São José dos Campos, São Vicente e três em São Paulo (sendo que uma começou no dia 01/07 no CEAE V. Manchester, à rua Zambezé, 478, às 16 horas – aos sábados).

A Assessoria de Mocidade da Aliança pede a colaboração dos Grupos Integrados para que possa continuar divulgando a Boa Nova aos jovens. Gostaríamos que os Grupos Integrados nos requisitassem o programa, pois o nosso ideal é fazer com que o número de Mocidades aumente cada vez mais, mas para tal precisamos da ajuda dos Grupos Integrados.

Vamos, pois, continuar lutando pelas Mocidades. Fazendo com que os jovens de hoje tenham bases sólidas para dirigirem os Centros Espíritas do futuro.

E não nos esqueçamos que realmente é verdade, dias melhores virão, mas para tal teremos que enfrentar dias bem difíceis, e é nesses dias que precisaremos dos jovens de hoje.

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

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