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Correntes de Espíritos | LS parte 12

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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Não se faz uma corrente sem
que ela se vá prolongando
por infinitas etapas de
evolução.

A vida aqui neste Plano não é um mar de rosas. Temos sérios embates, nos quais muitas vezes necessitamos usar uma relativa energia para podermos ajudar. Nossos mentores são enérgicos e cônscios de seus deveres. Aqui não há lugar para desmandos. Quem ainda não consegue ter força suficiente ou compreensão para manter-se dentro das normas estabelecidas, imediatamente é convidado a procurar outro grupo onde o aprendizado é mais suave. Como exigem disciplina! Não há, de forma alguma, recalcitrantes. Estes vão para outras colônias onde têm, de vez em quando, oportunidade de desobrigar-se das funções por vontade própria, porque o trabalho que exercem não exige atenção constante e pode ser abandonado sem prejuízo para outrem. Quanto mais aprendemos e executamos trabalho de maior alcance, mais conscientes temos de ser em nossa responsabilidade e de modo algum podemos ausentar-nos sem licença prévia. Seria bom que todos se fossem habituando disciplinando, se desejam progredir espiritualmente.

Veja que, para vir até aqui dar uma mensagem, deve-mos, em primeiro lugar, tomar conhecimento do trabalho programado. Caso ele seja de tal importância que requeira a atenção de todos nós, ninguém tomaria a iniciativa de pedir um afastamento de algumas horas sequer.

Se verificamos não haver tanta necessidade da presença de todo os encarregados da missão e se já conhecemos bem o serviço, então podemos pedir ao nosso mentor licença para nos ausentarmos, explicando-lhe motivo.

Aí começa uma série de praxes que todo estudante como eu deve seguir. Indagam-nos sobre o assunto do qual vamos tratar e conversam demoradamente sobre ele, a fim de verificarem se o conhecemos bem. Alertam-nos sobre tópicos que devemos evitar; enfim, dão-nos uma orientação. Até aí não sabemos se vamos obter a devida permissão para sair. Após esse preparo, se não tiver havido motivo que o impeça, recebemos a licença e os acompanhantes indicados. Somos agrupados em caravanas, pois ainda não devemos andar sozinhos.

Quando venho e não sou atendido, fico desapontado. Nosso mentor, com paciência, explica que faz parte de nosso aprendizado essa frustração que sentimos. Aos poucos, percebemos essa ansiedade ao ensejo de um contato com encarnados.

Faz uma semana que estou por aqui em estudos e tudo corre muito bem, de acordo com a missão de cada um. Percorri as casas de todos os meus parentes terrenos. Cada um procura seu caminho com maior ou menor facilidade, mas todos terminam fazendo o que devem. Aqui o aspecto não é diferente. É preciso deixar as preocupações inúteis e seguir de acordo com o trabalho que se tem a realizar.

Por falar em trabalho, estive observando o que o seu grupo está fazendo. Achei muito interessante e quase pedi para fazer parte das expedições noturnas, porém, como tinha outra atividade, achei que não iria cumprir bem nenhuma das duas e desisti. Como você sabe, à noite, enquanto seu corpo descansa, você sai com seu grupo para trabalhar. A vocês se juntam os irmãos da corrente de espíritos que os vêm buscar.

CORRENTE DE ESPÍRITOS – é assim chamada porque o grupo de irmãos em trabalho liga-se a vários outros grupos em diversos estágios da espiritualidade, para assegurarem a devida proteção e terem garantida a retaguarda, como dizemos. Não se faz uma corrente sem que ela se vá prolongando por infinitas etapas de evolução. Cada etapa, ou cada grupo de irmãos do mesmo nível de evolução, forma um ELO. Então, sim, depois de conseguida essa ligação, pode-se iniciar o trabalho.

A ligação pode ser feita de cima para baixo ou vice-versa. Falo com esses termos para que me compreende bem.

Quando os encarnados iniciam esses trabalhos aqui na Terra, fazem suas preces na tentativa de conseguir formar a corrente. Um elo dessa corrente compõe-se de elementos encarnados que procuram “subir”, no seu modo de dizer, e manter contato com outros grupos de espíritos, o mais alto que puderem alcançar. Está certo fazer assim. Em cada plano que conseguirem chegar entrarão em contato com irmãos preparados para isso, que, espiritualmente, darão cobertura aos trabalhos. Permanecerão em sintonia até que os mesmos sejam encerrados, quando, então, a corrente será desfeita. Nesse caso, a corrente foi formada de baixo para cima.

Entretanto, pode acontecer que um grupo de irmãos superiores necessite seja feito um trabalho no plano terreno e envie o projeto sucessivamente a várias entidades de outras camadas, assinalando precisar do Espírito encarnado para a sua realização final. São convocados os trabalhadores e, na hora predeterminada, forma-se, de cima para baixo, uma corrente que vai alcançar a criatura encarnada. Essa é a corrente formada de cima para baixo. Dependendo da importância do trabalho, ela pode ter início muito em cima ou no plano adequado encarregado da missão.

Os trabalhadores encarnados são convidados a deixar o corpo repousando e vão, conscientes, fazer o que devem. Recebem instruções como nós recebemos e seguem o grupo que está encarregado de agir. Cada qual é acompanhado nessa missão por um desencarnado experiente. Ao iniciarem o trabalho, se encontram dificuldades que não conseguem superar, recebem logo auxílio do grupo que forma elo imediatamente superior. Isso poderá acontecer novamente e, então, outro ele entrará em ação, até que tudo seja realizado.

O mecanismo desse intercâmbio ainda não sou capaz de explicar, mas posso relatar os fatos que já observei. Sempre que há necessidade de grandes e importantes trabalhos, é formada a corrente que – pode ter certeza – não falha nunca. Essa é a missão que seu grupo está cumprindo atualmente.

Gostaria de falar sobre outro assunto. Nem sempre consigo dizer exatamente o que quero, mas me esforço para chegar perto. Por exemplo, quando dizemos que aqui é tudo rarefeito em relação à matéria que conhecemos quando encarnados, fazem idéia de que a densidade relativa é rarefeita. Não, não é. As moléculas guardam entre si os mesmo espaços como na matéria. A matéria é que é diferente. Somos corpos iguais, de matéria diferente. Tudo se opera como se fôssemos gente mesmo. As diferenças estão nas propriedades dessa matéria, que não condiz exatamente com a que forma o mundo dos encarnados. Ela é mais “maleável” do que a da Terra. Fazemos coisas diferentes por métodos também diversos daqueles que usávamos aí. Isso é muito interessante.

Expliquei em minhas primeiras mensagens que conseguia atravessar as paredes das casas feitas por encarnados. Mas havia paredes que me repeliam. Lembra-se! Agora conheço a razão e vou fazer o possível para explicá-la de modo a que entenda.

Já ouviram dizer que tal qual construção parece ter alma?

Muitas casas, ou monumentos, ou seja lá o que for que se construa na Terra, algumas vezes constituem obra de tal importância (particular ou social) que muitos espíritos se empenham em ajudar a construir e dão até o seu auxílio manual, trabalhando ombro a ombro com os operários encarnados. Enquanto estes últimos manejam a cal e o cimento, os obreiros espirituais usam material próprio do plano em que vivem os desencarnados. A obra tornar-se uma dupla construção. Resultado, temos dificuldades em atravessá-la. Entendeu?

Prometo trazer sempre noções novas para os amigos. Sei que papai, mamãe, meu irmão e todos os outros vão ler isto que escrevi. Sei que mamãe vai corrigir as vírgulas e colocar em evidências algumas coisas. É assim mesmo. As mães são corujas com os filhos em qualquer plano em que estejam.

Um grande abraço amigo, deste amigo de todos os amigos.

Luiz Sérgio.

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O Estudo, O Tempo e o Espaço | LS Parte 9

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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O “tempo” não existe, ou é
contado de maneira muito
diferente, porque não há,
praticamente, o problema do espaço.

Estamos em estudos no âmbito escolar da Terra. Verificamos como são organizados os programas de trabalho e qual a diretriz espiritual a que obedecem. O aprendizado que fazemos é geral, como se estivéssemos preparando uma base para posteriores estudos. Pode ser isso comparado ao cursinho que nos prepara a entrada em uma Faculdade, se formos aprovados no vestibular.

Não é fácil conseguir adquirir esses conhecimentos elementares, pois nos habituamos aos métodos da nossa sociedade e aos valores que ela considera necessários para tornar o aluno apto a exercer a atividade a que se destina.

Notamos isso e falamos ao nosso professor. Ele, então, propôs que estudássemos a evolução dos métodos educativos desde a mais tenra infância.

Fizemos pesquisas em muitos ambientes e fomos fichando tudo o que encontramos de notável, como as diferenças de caráter, tendências espirituais e provas cármicas de cada elemento observado.

Agora estamos em um núcleo escolar infantil onde procuramos notar o comportamento das crianças e dos mestres. Achamos perfeitamente de acordo uns e outros. Tais Espíritos têm os mestres que merecem, com raras exceções . Isso porque já estava tudo preparado e cada pessoa ocupa o lugar que lhe cabe dentro da sociedade.

Assim, cada Espírito recebe os ensinamentos necessários ao seu aprendizado e cada mestre mantém o contato que deve com aqueles aos quais precisa levar uma semente boa, a fim de que esta mais tarde possa produzir bons frutos.

Os semeadores são sempre pessoas em luta pela sua melhoria, inclusive aqueles que trazem um grande acervo de conhecimento de métodos. Aliás, estes principalmente.

Minha vida aqui é a melhor possível. Ainda estou morando na mesma cidadezinha. Mas viajo muito em estudos. Nosso grupo todo se desloca. Percorremos o mundo e já fizemos grandes relações com irmãos de outras terras, mas ainda fomos à Índia nem à China. Esperam que tenhamos maiores conhecimentos para atender melhor o espírito desses povos.

Estamos terminando o estudo sobre a educação das crianças e vamos fazer o mesmo em outras sociedades terrenas, a fim de fazer confrontos e tirar conclusões.

Não há só trabalho aqui. Também nos divertimos, passeamos muito e fazemos viagens de recreio.

O tempo não existe, ou é contado de maneira muito diferente, porque não há, praticamente, o problema de espaço. Nosso pensamento, dependendo da nossa capacidade de emiti-lo, nos leva rapidamente aonde desejamos ir. Os entraves são ocasionados geralmente pela nossa incapacidade e, às vezes, pelo meio em que nos encontrarmos. Ë possível que ainda se consiga impedir que o ambiente provoque obstáculo ao nosso deslocamento. A prática pode ensinar-nos a vencer esse pequeno obstáculo. Sem o recurso da volição é mais difícil caminhar, porém nem sempre podemos usá-lo.

VOLIÇÃO é a capacidade de podermos nos deslocar como a luz se desloca, isto é, em pequenos impulsos. Eles são tão rápidos que não percebemos, mas nos projetam com maior ligeireza e sem o auxílio dos membros locomotores.

Esse deslocamento é tão mais rápido quanto maior capacidade tenha o Espírito de emitir esses impulsos.

Aprendi a me locomover assim e fui estudar como isso era possível. Sim, funcionamos como um motor, ou melhor, um reator que produzisse infinitas modulações capazes de, uniformemente, provocar uma descarga em tempo mínimo, no sentido de movimentar a área circunjacente, formando um vácuo, projetando o corpo para a frente. Esse vácuo seria formado no sentido exato da direção a seguir. A pressão oposta como que “empurraria” o corpo.

Como vê, não somos nós que caminhamos. Somos impelidos pelas forças da própria natureza. Basta, para isso, que saibamos criar as condições.

Creio que entendeu uma pequena lição. Procure pensar sobre ela, porque lhe será útil quando mudar de plano. Agora é impossível conseguir. Tempo virá em que o homem encarnado conseguirá caminhar com maior facilidade e sem desgaste. A própria gravidade será problema do passado, mas isto ainda não posso explicar. Ficará para uma lição posterior.

Agora vou voltar aos meus afazeres. Recomende-me ao meus pais. Diga-lhes que tenham calma em qualquer circunstância, porque tudo está certo.

Luiz Sérgio

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O que ele deixou de bom…

200573078-001Michael Jackson desencarnou. Talvez, depois de repetirem por horas seguidas na TV,  essa seja a primeira vez que você esteja lendo esta frase com um termo espírita. Pois é, chegou a vez dele.

Nós acreditamos que a vida na Terra é uma passagem, apenas uma encarnação. Claro, deve ser valorizada como única, mas há vida depois desta vida. E para Michael, não é diferente. Pode ser que você que está lendo este texto, não tenha visto o que chamamos “Deus do Pop” dançar e cantar e por isso não entender o quão sentida é a perda dele. O cara era fera! Me lembro que a primeira vez que o vi, atentei para algo impressionante: ele cantando, ainda assim, conseguia dançar melhor do que o corpo de bailarinos, que só dançavam! É um dom, um talento.

Líder de uma banda aos 05 anos de idade, seguiu carreira solo pouco depois, teve cinco dos seus álbuns mais vendidos na história da música mundial, inovou na concepção de video clipes, foi o primeiro afro-americano a receber um prêmio da MTV e chegou a ser um dos homens mais conhecidos do mundo. Criou um estilo próprio: luvas, danças, moonwalker (quando parecia que andava ao contrário), chapéu e tudo o mais que o cercava.

53039227CA004_Jury_ContinueMas será que Michael Jackson conseguiu realizar sua missão? Será que ele conseguiu alcançar o que tinha se proposta? “A quem muito é dado, muito será cobrado”, já disseram uma vez. E com certeza ele recebeu muito: mídia, carinho incondicional do público e dinheiro, muito dinheiro.

Em contrapartida, sofreu. Se tornou consumista, brigou com a própria família, se isolou. Se trancou em uma ilusão própria, na Terra do Nunca, um grande parque de diversões de uma pessoa só. Ora, ninguém consegue ser feliz por muito tempo em um parque de diversões sozinho, não é?

Acho que foi isso que Michael percebeu.

Mas, estranhamente, em nossa memória afetiva, ele continua sendo “o cara”. O rei do pop! E por quê? A mídia ajudou, com certeza. Mas também se trata de carisma. E não se esqueceu sua origem, de onde veio e das dificuldades que enfrentou por viver com um pai disciplinador que, muitas vezes, perdia a mão e esquecia que ele era um menino de 05 anos.

Michael sempre ajudou organizações menos favorecidas, mantinha 38 delas e fez generosas doações – daquelas que o pessoal ganha ao final de reality shows –  à instituições como UNESCO, Nelson Mandela, United Negro College, Ronald McDonald for Good Times, Make a Wish,Give for Life, Research On Child Abuse e Wishes Granted, dentre outras. Fez visitas à hospitais, levou fãs anonimos à sua casa, doou objetos pessoais para leilões beneficentes. Aqui, uma lista das incontáveis e incontestáveis atitudes caridosas de Michael.

E uma de suas ações mais famosas, foi feita para a campanha USA for África, organizada por ele, ao convidar diversos artistas para cantarem juntos e angariar fundos para o projeto (clipe abaixo).

O que fica é sua música, como esta, com uma letra tão significativa, suas ações e sua arte.

Portanto, se ele cumpriu ou não sua missão, nunca saberemos. Mas que fique o exemplo do que ele fez, e o que ele deixou de bom…

Filippo – Vale

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MOCIDADE PEGA CARONA NA HISTÓRIA…

Nossa vida é composta por momentos, podem ser bons, ruins, diferentes, mas definitivamente são momentos. A história também é contada por momentos, uns mais marcantes do que os outros. Particularmente quando me lembro de algo importante que aconteceu na minha vida ou historicamente, sempre alguma frase me vem a cabeça. Traçando um paralelo para nossa realidade, podemos perceber que muitos dos fatos que já ocorreram e que proporcionaram frases ou expressões importantes, podem perfeitamente ser adaptadas para nossa vivência no ambiente de mocidade. Veja como isso é verdade e embarque nessa viagem histórica.

Sem levar em conta a cronologia, podemos falar do próprio adolescente, principalmente quando chega a mocidade, cheio de dúvidas, cheio de questionamentos, muitas vezes duvidando do seu valor, da sua capacidade, movido pelo medo e pelas incertezas que a sociedade nos impõe. Para essa situação, tem uma frase muito bacana que é: “Todos riem de mim porque sou diferente. Eu rio deles porque são todos iguais” (Bob Marley). Ainda nessa linha, depois da descoberta da mocidade pelo jovem, as novidades são tantas e a necessidade de mudança e querer que as coisas aconteçam rapidamente é inevitável e quando as coisas aparentemente não dão certo vem sempre aquela frustração momentânea. Digo momentânea, porque tudo acontece na hora certa, não adianta querer apressar o rumo de tudo. Para essa situação, temos: “O tempo é o melhor autor. Sempre encontra um final perfeito” (Charles Chaplin).

Levando para o lado do dirigente, todos nós sabemos que o trabalho com mocidade tem seus percalços, suas dificuldades. É até natural que com a correria do nosso dia a dia, possamos nos perder em alguma atitude ou alguma postura mais dura ou mais enérgica. Quando isso ocorrer, podemos lembrar dessa frase: “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso, do que com a ponta da espada” (Willian Shakespeare). Claro, com paciência, com dedicação e principalmente com brandura a gente chega aos nossos objetivos. Muitas vezes é difícil, porém muito necessário. Seguindo nesse tópico, sabemos que nós espíritas não somos maioria e principalmente se tratando de jovens, ou de movimentos voltados essencialmente para o jovem nossa religião, nossa doutrina, ainda precisa crescer e “aparecer” muito mais, pois temos potencial. E essa frase serve de alento principalmente para aqueles que trabalham com mocidade: “Quase sempre minorias criativas e dedicadas tornam o mundo melhor” (Marthing Luther King). Se formos dedicados, se formos autênticos e verdadeiros com o que estamos fazendo, certamente estaremos trilhando nosso trabalho no caminho certo e isso é o mais importante. E para completar as frases que dizem respeito aos dirigentes, deixo uma sem explicação, acho que não precisa, é até curiosa, pois pode ser entendida de diversas formas de acordo com a observação de cada um: “Na maioria das vezes, um pepino é somente um pepino” (Sigmund Freud).

Para que não se diga que não valorizo o que ocorre no nosso país por ter citado até agora frases de autores estrangeiros, deixo duas muito importantes. A primeira vale para todos, mas principalmente para aqueles que ainda precisam de um pequeno empurrão, principalmente quando as coisas não saem como planejado: “As dificuldades fizeram-se para serem vencidas” (Barão de Mauá). A outra, não é de um personagem histórico, ou é, não sei? Mas é de um poeta, na melhor acepção da palavra do qual eu sou fã, pelo seu trabalho, por sua música: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” (Renato Russo). Bom, eu poderia ficar dias e dias listando frases que se enquadram na nossa realidade de mocidade. As que citei, talvez não sejam as frases mais importantes, ou das pessoas mais importantes que já existiram, foram as que eu lembrei e que me vieram na cabeça no momento de escrever e que independente de qualquer forma, são verdadeiras e tocam o coração de cada um de nós de alguma forma. “Amarás a Deus e a teu próximo, assim como amas a ti mesmo” (Essa não direi de quem é, precisa?).

Qual é a frase da sua vida?

Pedro – Vale do Paraíba

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[http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/cofdamu/]

Nosso Lugar (Cof damu)
Composição: Véu Pater

Há um lugar que cuidei pra você
onde as flores dizem oi
e os espinhos não machucam mais
pois tudo é feito com amor
consegue sentir? Isso é seu também!
Então abra os braços pra o que é bom

não precisa explicar porque está aqui
é tempo de colher o que semeou e desfrutar

nada vai ferir você aqui
ontem se foi, não vai voltar mais

não precisa explicar porque está aqui
é tempo de colher o que semeou e desfrutar
desfrutar…

A vida se refaz
é assim que nascem e morrem os corações
sempre haverá esse lugar pra te acolher e te salvar
te salvar…

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A Catedral do Som | LS Parte 8

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

1… de repente, avistaram-se
reluzentes cúpulas
irradiando luz diáfana…

Com bastante alegria venho dar minha mensagem hoje, porque estou realmente satisfeito com os progressos que consigo, graças ao auxílio de todos os amigos: os vivos e os de cá que já não o são, isto é, relativamente ao nosso ponto de apoio ou ao nosso estado atual. O que é vivo para você é passado para mim e vice-versa.

Assim é a vida, uma continuidade cada vez mais impressionante, não porque provoque medo, mas porque nos traz incessantes novidades e coisas belas que jamais imaginaríamos encontrar.
Veja só o que fomos descobrir!

Num vasto platô, como o que acharíamos em cima dos montes Urais, rodeado de belos píncaros nevados, de repente, avistaram-se reluzentes cúpulas, irradiando luz diáfana em lugar onde nunca imaginei houvesse alguém morando.

“É uma cidade perdida”, pensei.

Não, não era. Chegamos mais perto e vimos que as construções eram belas obras de arte.

“Quem teria feito aquilo?”

Aproximamo-nos ainda mais. As cores que eram irradiadas dos lavores artisticamente arquitetados produziam um efeito de estrelas refulgindo ao brilho do sol, com tal intensidade que quase não conseguia fixar a vista.

Procurava lembrar-me se havia estudado aquele lugar, quando me ocorreu que já era espírito e que, portanto, aquela linda cidade ou construções seria de matéria fluídica e não densa. Como vê, às vezes ainda a gente esquece que já é espírito.

Acerquei-me com os outros do local. Lá estivemos muito tempo rodeando e tentando aclimatação para podermos penetrar, até que conseguimos, vagarosamente, chegar a um majestoso edifício todo recamado de refulgentes gemas, ou pedras brilhantes azuis, tendo dentro uma luz diáfana que não se sabia de onde vinha, mas que fazia cintilar o teto, de onde prendiam espécies de estalactites de formas artísticas e originais. A obra era feita pela mente de Espíritos de grande capacidade artística e de grande conhecimento.

Era uma catedral – a catedral do som.

Isso porque ali tudo era transmitido através de sons harmoniosos, suaves, que nos diziam ou nos faziam sentir exatamente o que queriam exprimir. Logo que entramos ouviu-se um alegre murmurar de sons que pareciam nos dar as boas -vindas. Depois houve uma conversa entre nós e os sons. Eu não entendia o que queriam dizer, mas senti como uma intuição que me levava a crer que alguém que eu não via dizia que o momento era solene para nós, pois estávamos admirando uma obra de grande elevação artística e que só Espíritos de escol poderiam ter arquitetado. Os “construtores” deveriam ter qualidades excepcionais para conseguirem aquele resultado. Isso não sei se pensei ou se ouvi, mas tenho a certeza de que senti através dos sons cristalinos que chegavam ao meu espírito.

Depois senti um convite à oração.

Recolhi-me em prece e conforme me elevava fui divisando brancas e esvoaçantes formas que emitiam de si sublime música, como se assim estivessem conversando. Delas saiam jorros de luz de várias cores, que se refletiam no ambiente dando colorações diversas, conforme os sons que emitiam. O som saía como se aquelas formas o emitissem de si, do seu todo, pois não era pronunciado por órgão vocal, mas era “vibrado” por elas (as formas).

Fiquei extasiado e logo que procurei investigar aquilo que via, desliguei-me do contato que estava tendo e deixei de observar a causa dos sons que distinguia.

Nosso espírito estava tão elevado que não possível trocarmos nenhuma observação, enquanto durou nossa permanência no local. Aliás, este assunto ficou somente em observação. Disse-nos o mentor que havíamos recebido uma rara oportunidade de conhecermos o grau de evolução que teremos de alcançar para podermos dominar cientificamente os problemas da Física ou mais particularmente da Eletrônica, a fim de conseguirmos imprimir, quando na Terra novamente, maior impulso aos conhecimentos.

Eu não podia deixar de vir dizer essas coisas. Acho que vocês nunca ouviram falar nelas.
Ainda estou sob a influência da impressão que tive.

Luiz Sérgio

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A Aura Espiritual dos Seres | LS Parte 6

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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A emissão de luz, sua
intensidade e freqüência vão
depender da qualidade” do
Espírito.

Aqui, no plano espiritual, nos achamos em treinamento dos estudos que estamos fazendo. Ë preciso pôr em prática e teoria. Esse é o motivo de eu ter vindo hoje. O grupo todo assiste nosso trabalho. (a psicografia que estava sendo feita naquele momento, da transmissão desta carta)

Lembra-se de como descrevi a coloração de sua aura em minha última mensagem? Notei que você (a médium) também não sabia explicar o porquê. Então fui buscar auxílio com o mentor e ele nos deu pormenorizada explanação, tão clara que todos nós entendemos. Como estamos aprendendo a dar conhecimentos e você também não sabe, vou aproveitar a oportunidade para esclarecê-la. Espero sair-me bem.

Procure ficar com a mente livre e sem querer raciocinar por sua conta. Faça como se não soubesse do meu intuito. Vamos ao trabalho.

Esta imagem é apenas uma ilustração ao post e nada tem a ver com o processo descrito nele.Passam as nuvens róseas, refletindo os raios solares. Ao fim do dia, ou na aurora, elas se colarem e apresentam muitas vezes belos espetáculos. As cores se confundem e vão até o alaranjado escuro; e não se sabe onde começa um tom e termina outro. O céu é todo franjado e as nuvens têm formas diversas e diversa coloração. Ë a luz benfazeja do sol e refletir-se e decompor-se ao deparar com a atmosfera da Terra, que contém poeiras, gases diversos e água.

Imagine a beleza de um céu estrelado, cheio de pontos luminosos amarelos, azuis, vermelhos, verdes, etc. Cada ponto é um sol, que reflexos dariam eles na Terra se a iluminassem? Como se decomporia a luz ao expor-se à atmosfera da Terra? Cada grânulo de poeira ou gota de água, que cor apresentaria? Que reflexos maravilhosos seriam, se todos eles iluminassem simultaneamente o mesmo acaso! Ou o amanhecer! Ora, isso não é possível, pois são muitos e em variedade infinita.

Como seriam as manhãs terrenas se a Terra também emitisse raios que, embora sem intensidade semelhante, se estivessem entrelaçando ou resistindo à passagem de luz do sol (ou dos sóis, na hipótese de serem vários)? Como se apresentaria o acaso ou o amanhecer? De que forma enxergaríamos o horizonte?

Pense e imagine cada raio de luz, ou cada partícula emitida, encontrando-se com outro raio em sentido contrário. Que impressão nos daria o fenômeno visto da Terra? Talvez víssemos um bombardeamento policrômico de partículas que se modificariam ou se adensariam, formando um belíssimo jogo de variegadas cores em mutação constante.

E seria, então, uma visão de pequenos sóis que se acenderiam, e se apagariam ininterruptamente, para darem lugar a outros, em seqüência instantânea. Pena que nossos olhos não teriam possibilidade de observar. Enxergaríamos o resultado do fenômeno em seu conjunto: as cores predominantes, decorrentes das dominantes físicas que exercessem com maior intensidade a influência na combinação das cores. E diríamos, como dizemos, que o céu está alaranjado, róseo, avermelhado…

No entanto, se possível fosse dispormos de órgãos próprios para seletar os componentes cromáticos desse fenômeno, veríamos uma chuva de luzes modificando suas tonalidades até o infinito, num jogo de cores arrebatador.

A Terra, porém, não é luminosa. Mas o Espírito o é!

2Sua luz depende da maior ou menor intensidade com que ele participa da vida da criatura. Seu metabolismo emite uma energia diferente da física ou paralela a ela. Essa energia desprendida em partículas que emanam em torno do campo de ação do Espírito, que é o corpo, mais intensamente em umas partes e menos em outras, conforme a atividade do momento (em volta dele há entes que também emitem luz) – é a aura espiritual dos seres. A emissão de luz, sua intensidade e a freqüência vão depender da qualidade do Espírito. Há os que pouca energia irradiam; há os que emitem monotonamente a mesma espécie ou forma de energia; há os parcimoniosos, que guardam para si a melhor força para as transferirem no sentido físico etc.

Entretanto, há os que, em determinadas ocasiões, emitem rajadas violentas de energia e os que a emitem abundante, mas em freqüência regular, sem violência. Essa emissão de energia forma a chamada “aura emotiva ou psíquica” que caracteriza os sentimentos do indivíduo. Como cada freqüência corresponde à manifestação de uma cor, a aura toma a cor que se relaciona com o que o Espírito está sentindo ou pensando.

A aura espiritual só é influenciável por agentes externos que sejam também luz espiritual, ou esteja sendo produzida por elementos espirituais. Quando se encontram duas auras resplandescentes, digamos de cor azul, essa cor é reforçada e aumentada muitas vezes de intensidade, uma cor que representa a caridade, como a rosa, este (rosa) ficará mais escuro e a luz que fará brilhar as partículas que se chocarem serão vermelha. A não ser que a energia emitida pelo rosa seja tanta que elimine a intensidade da emissão vermelha. Se a aura chocar-se com várias auras ao mesmo tempo azuis, amarelas, lilases, etc., veremos nesse encontro miríades de meteoros formando-se desaparecendo logo, cada qual de uma tonalidade, conforme a energia de que cada partícula estiver carregada.

Essa foi o motivo pelo qual me confundi com sua aura. Eu mesmo a influenciava e já causava transtornos à sua coloração. Outras pessoas também estavam aqui, todas desejando dirigir-lhe o pensamento, o que as fazia emitir, em sua direção, um jato de energia que ia chocar-se com sua aura e produzir o fenômeno que observei. Qual a cor inicial da aura? Não nos soube dizer o mentor instante, porque, ao desenvolver-se, cada ser apresenta modificações diversas, e o estudo de todos esses detalhes depende, realmente, de possuirmos dotes espirituais de intuição e vidência.

Espero que tenha entendido mais ou menos o que expliquei. Se fui feliz na explicação é que já começo a aprender.

Luiz Sérgio.

 

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O que VOCÊ pensa disso?

Felipe
ABC

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