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INTEGRAÇÃO DO JOVEM

O Trevo, Setembro de 1984.

O jovem, sentindo-se deslocado, incompreendido ou rejeitado pela família, procura apoio fora do lar. Formam-se os grupos, que podem ser de dois tipos:

a) grupo de apoio para a estagnação – onde os jovens, a pretexto de contestar, aderem a modismos que são manifestações superficiais, que chamam a atenção da sociedade; agridem a sociedade. Mostram que são auto-suficientes porque criaram seu próprio padrão de comportamento;

b) grupo de apoio para crescimento – revisão de si mesmos – onde os jovens procuram seriamente descobrir a razão de certas manifestações, promovendo uma reflexão em conjunto, a fim de expandir-se espiritualmente. O aspecto exterior (modismo) fica em plano secundário, uma vez que o jovem que adere a este grupo é do tipo progressista, ou, muitas vezes, é aquele que se cansou de pertencer ao grupo anterior e está em busca de novos horizontes. A Mocidade Espírita é um exemplo deste tipo de grupo de jovens.

O jovem do grupo “a” está em sofrimento permanente, um sofrimento nada gratificante, porque, estacionado como está, com a centelha encoberta pelos modismos, luta contra a lei natural, isto lhe causa revolta e ansiedade.

O jovem do grupo “b” pode até ter algum tipo de sofrimento, mas é o sofrimento gratificante do crescimento (tal qual as quedas do bebê que começa a manter-se de pé para os primeiros passos). Está de acordo com a lei natural, em sintonia com o Criador, libertando a centelha para o crescimento.

ISOLAMENTO E INTEGRAÇÃO

O jovem, como qualquer ser vivo, nunca está isolado. Está ligado a algum grupo que lhe dá apoio, onde ele se sente apoiado. Esse grupo pode ser a família ou os amigos. Tanto a família quanto os amigos podem ser grupos do tipo “a” ou “b”. A Mocidade Espírita tem obrigação de ser do tipo “b”, isto é, de apoio ao jovem para o crescimento espiritual, para libertação da centelha divina que existe em cada um de nós.

O que o jovem, que se sente isolado e rejeitado, precisa? Duas coisas: a) aceitação; b) compreensão.

O dirigente da Mocidade não deve fazer julgamento. Desde que o jovem busca a Mocidade, não importa seu passado; ele está à procura de novos caminhos. Devem ser oferecidos a ele os novos caminhos. O grupo de crescimento/amadurecimento espiritual deve ser um grupo aberto, não reacionário. Claro que deve ter suas normas disciplinares, mas essas normas existem exatamente para que haja liberdade de crescimento e para que o grupo não se deixe envolver por atitudes estagnadoras, que poderão até levá-lo a atitudes do grupo “a” de que falamos.

O dirigente deve mostrar-se aberto ao jovem que chega. E deve, também, compreender que muitas vezes é preciso – ao lado do apoio e da aceitação – indicar ao jovem o caminho da assistência espiritual (através dos passes), pois não podemos ignorar que há no plano espiritual muitos desencarnados retrógrados que não querem o progresso dos encarnados. Neste caso, o passe ajuda tanto o encarnado quanto o desencarnado a refletir melhor sobre renovação para o progresso.

Valentim Lorenzetti

FONTE: O Trevo.

O texto acima faz parte do Índice Geral de Assuntos do jornal O Trevo, da Aliança Espírita Evangélica. Ter acesso ao mesmo só foi possível devido a um grande trabalho de digitalização. O índice compreende o período de 1973 a 1999, referente aos Trevos números 1 a 303. O período de 1999 a 2008, será adicionado posteriormente.

O endereço: http://www.digmafra.com.br/aee/otrevo/

Saudações DalheMonguerreiras,
HEY!

DalheMongo
Administrator Mor

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Maiára é assim…

Como sei que o blog é bastante democrático e incentiva todas as formas de arte, vou me atrever (com muita vergonha) a compartilhar algo que escrevi, com a esperança de que essa poesia sirva de incentivo para que outras pessoas possam escrever e colocar para fora através das palavras, os bons sentimentos que existem em nós, afinal, a vida é poesia pura… Ah! Já ia me esquecendo, antes que alguém pergunte, Maiára é essa aí de baixo:

Maiára é assim, faz todo mundo mudar, preenche os espaços vazios com sua ilustre presença, presença de corpo, presença de espírito, presença que transforma o cenário mais fosco num turbilhão de cores fazendo o mais incrédulo dos seres acreditar que tudo vale a pena.

Maiára é assim, encurta os caminhos mais tortuosos com sua ponte de esperança e ao menor sinal de perigo se esquiva como uma criança arredia, como se tivesse medo do escuro, mas mesmo assim, continua caminhando sem vacilar, provando que a estrada só termina no infinito.

Maiára é assim, fala daquilo que seu coração está cheio e atinge o seu alvo como uma flecha certeira fazendo derramar o mais doce de seus venenos, palavras em tom de contradição que pairam no ar como notas musicais, fruto de uma ópera que só ela sabe reger.

Maiára é assim, tem interrogações em sua cabeça e mesmo que ela tente não consegue exclamar, quer achar o absoluto nas verdades relativas procurando nas coisas mais simples uma teoria complexa e se ela não entender, nunca coloca um ponto final, apenas reticências.

Maiára é assim, tem olhos tão brilhantes que fazem com que as estrelas presas lá céu sejam apenas jóias falsas, um olhar que aclara a mais escura das noites, irradiando sonhos que num simples piscar de olhos tornam-se reais e sorrateiramente voltam a se tornar sonhos.

Maiára é assim, tem um sorriso peculiar, sorri de qualquer coisa e se for muito engraçado, logo vem à gargalhada que de um timbre tão alto faz todo mundo sorrir também, transformando a conversa em um verdadeiro picadeiro mesmo que não tenha intenção.

Maiára é assim, de lua, que se mostra cheia quando algo á desagrada que se faz minguante quando não tem nada a dizer que aparece crescente quando quer impressionar e tem sua mais bela face na nova, que discreta se renova em cada amanhecer.

Maiára é assim, que de tão sentimental se debulha em lágrimas por todos os motivos, ou por motivo nenhum, só que assim desse jeitinho derrete o mais duro dos corações e por mais que não perceba vai lançando sementes, sementes de ilusão que um dia vão se tornar reais.

Maiára é assim, uma menina travestida de mulher, ou uma mulher travestida de menina mais rara que flor-de-lótus com uma sensualidade quase que ingênua e por ser tão bonita não concorre com ninguém, somente com o espelho quando mostra seu reflexo.

Maiára é assim, impossível não notar, impossível resistir, impossível traduzir só no Tupi-Guarani, onde se traduz senhora, do seu tempo, da sua história dos seus amores, dos seus sonhos, enfim senhora de sua vida e tudo mais o que quiser, senhora!

Maiára é assim, não assim como eu, assim como você, assim como ninguém, tem um “que”a mais, um “que” que só ela tem,

Maiára é assim, assim como só ela, assim especial assim, assim, assim, assim como Maiára.

Pedro, VALE.

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Em Serviço Desencarnatório | LS parte 11

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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…viu-se uma luz radiosa
que envolveu a todos e sons
maravilhosos, que vinham
não sei de onde.

Andei muito ocupado, cuidando de assunto novo para mim. Estive ajudando o desencarne de uma pessoa que conheci e que ainda estava passando por uma prova. Acompanhei todo o trabalho dos irmãos mais experientes e vi muita coisa que jamais iria compreender, se estivesse encarnado. Gostaria de dar uma explicação, contar o que vi e como entendi o processo de desencarne.

Já fazia alguns meses que sabia da próxima vinda dessa criatura para o espaço. Recomendaram-me que nada dissesse a ninguém. Cumpri o prometido e assim deram-me a oportunidade de acompanhar o desencarne.

A doença que vitimava o irmão prendia-se a motivos cármicos e constituía uma sagrada oportunidade de resgate. O sofrimento que essa doença acarreta depura o espírito e deixa perceber a extensão de certos vícios sedimentares em suas diversas fases evolutivas, bem como os sentimentos de ira, de vingança e outras inclinações más que ainda possuímos. Isso está por ser estudado mais profundamente pela psicologia médica. Não sei se entendem que a Medicina precisa basear suas teses nas reações psicológicas do indivíduo. Se a criatura não conseguir dominar seu próprio corpo, não poderá curar-se de doenças e muito menos evitá-las. Repousa no Espírito a força que protege o homem dos males que atacam seu corpo e desequilibram sua mente.

A pessoa de quem eu falo precisou ficar no corpo até que “chegasse a hora”, como dizem. Há uma forte razão para assim acontecer. Nenhum irmão que o assistia pretendeu aliviar seu sofrimento antecipando sua saída do corpo. Auscultavam, davam passes, tomavam medidas de auxílio para fortalecê-lo espiritualmente. Notei que observavam atentamente o paciente. Havia sempre um irmão perto dele como se fosse enfermeiro. Cuidavam muito do seu equilíbrio mental.

Houve um dia em que não consegui conter a curiosidade e fiz a clássica pergunta que, segundo me informaram depois, todo Espírito em minhas condições costuma fazer. Quis saber por que não retiravam logo o irmão, já que não seria mais possível reconstituir-lhe o físico. O médico, pacientemente, explicou que nada deve ser feito antes do momento próprio. Se o Espírito for retirado sem o devido preparo, pode acontecer que leve grande carga doentia, o que iria dificultar sua convalescença no espaço; que seria bem melhor para ele sofrer um pouco mais no corpo, para gozar melhor e mais brevemente a libertação. Quando acontece, naturalmente por inexperiência, ser a pessoa retirada antes do momento propício, ela vai sofrer mais tempo como desencarnada. Não há vantagem, portanto.

Os Espíritos que se dedicam à assistência aos desencarnantes têm grande prática e sabem ver o momento exato do desprendimento. É o que se dá ao colhermos um fruto; sabemos quando ele está maduro. Assim acontece. Quando se aproxima a hora de ser retirado, o Espírito é avisado de que em breve deixará de sofrer. Ministram-lhe passes que lhe transmitem forças e muitos conseguem até apresentar melhoras, enganando os familiares que os rodeiam, fazendo descrever a tensão emocional entre eles. É a coragem de que reforça o Espírito para o desligamento final. Esse desligamento é interessante de ser observado. Como ainda sou aluno e quase nada aprendi, não sei explicar de maneira mais clara ou científica como se dá o fenômeno.

No caso que estou relatando, foi feito ao Espírito um chamamento, de modo a fazer com que se voltasse para o plano espiritual, e se manteve com ele uma conversa telepática. Não sei o que lhe disseram. Não captei. O irmão já estava cansado de sofrer e depois que entendeu a mensagem mostrou interesse em verificar quem estava presente. Conheceu um de nós e enviou pensamentos de afetividade, o que fez com que os irmãos que o observavam esboçassem grande calma e aparentando saber o que faziam, continuaram apresentando imagens belas ao irmão, de acordo com suas possibilidades de apreensão e entendimento.

Assim, viu-se uma luz radiosa que envolveu a todos e sons maravilhosos que vinham não sei de onde. Até perfume espalhou-se em volta. Logo, formas vagarosas tornaram-se visíveis para nós, mas o irmão não se percebeu.

Muito vagarosamente, foi sendo chamado o Espírito para fora do corpo. Aos poucos foi desprendendo-se, como casca (corpo). Saía por todos os poros, segundo parecia.

O desligamento final aconteceu mais rápido. De repente, após um de nós ter-lhe estendido as mãos, ele se sentiu atraído e “largou” o corpo, que tombou . Não se deu conta do momento exato e final de seu desencarne, pois riu de satisfação ao nos abraçar e logo caiu na sonolência, que dizem ser natural. Foi levado para as câmaras de repouso para ser cuidado até se recuperar.

Não é bom para os espíritos recém-desencarnados ficarem largados por aí, sem alguém que deles cuide nessa fase inicial. Há perigos aos quais estão expostos e podem ser até muito maltratados. Imaginem se podíamos pensar nisso se não tivéssemos visto!

O interesse é que ninguém se apercebe do que acontece e que seria possível, mesmo ao encarnado, acompanhar a fase do desencarne.

Cada pessoa enfrenta a “morte” de maneira diferente. Porém, as fases são quase as mesmas para todos. Segundo nosso mentor, há os que são apressados, impacientes, que querem livrar-se logo do sofrimento físico a acabam carregando consigo muita mácula para expurgar depois. Há os que são por demais agarrados ao plano físico e tentam ludibriar os encarregados da operação., para permanecerem mais algum tempo no corpo, estes têm sofrimento mais longo e também saem desiludidos, sem esperança e realmente cansados. Como se retiram com revolta, porque desejam ficar, então sofrem duplamente. Há os que são expelidos do corpo porque este, de repente, deixou de ter condições de servi-los, como aconteceu comigo, que não me apercebi, naquele momento, que havia desencarnado. Ainda não estudei bem o meu caso. Não quiseram tocar no assunto, porque são unânimes em achar que não há necessidade de o fazer agora. Há os que destroem o corpo e voltam em condições precaríssimas. É tão triste a situação desses Espíritos que nem tenho desejo de contar.

Os desencarnes seguem todas as fases predeterminadas pelas leis cósmicos. Elas se aplicam independentemente da vontade de quem quer que seja, o que não impede que possam ser violadas. Como o corretivo é inerente ao engano cometido, ele se aplica em decorrência da própria violação. Há atenuantes e agravantes que podem amenizá-lo ou torná-lo severo nas conseqüências das violações, porém nada disso depende de nossa vontade no sentido de minorar os sofrimentos. Podemos acalentar os sofredores, dar-lhes ânimo e esperança, mas não temos poder para retirar-lhes as provas, ou antes, os reajustes.

Todos nós nos enganamos muito quando estamos encarnados, sempre que vamos julgar a vida de nossos semelhantes. Lembro-me de ter ouvido falar de determinadas pessoas que eram tão boas e que, no entanto, tiveram de passar por grandes provações. Isso sempre me intrigou e eu não conseguia atinar com a sua razão. Agora, já com a visão mais ampla de nossa vida, compreendo tudo isso. De nada adianta queremos fugir a Lei, porque ela está gravada em nós. Ela se manifesta como princípio de nosso estado. Sem ela não “seríamos”. Ouvimos dizer que DEUS tarda, mas não falta. DEUS é o Criador, portanto, é a Lei. ELE está dentro de nós, portanto, a Lei também reside em nosso interior.

Como a evolução se processa através do aperfeiçoamento da criatura em conformidade com os moldes desejados pelo Criador, as leis que regem essa evolução são simplesmente êmulos que levam o indivíduo, através do aprendizado, à conquista de graus cada vez maiores de compreensão que lhe permitam atingir os degraus evolutivos, cada vez mais elevados ou inlevados.

INLEVADOS – é um termo novo que estou usando. Quando falamos “elevados” vem-nos naturalmente a idéia de altura, tal como costumamos admiti-la. Pensamos num alto prédio, nas nuvens, na lua e vamos até às estrelas. “Intervalo” é por elevação interior que não exprime altura, e sim condição. As criaturas não se colocam mais “alto” no sentido de distância do chão por estarem evoluindo. Adquirem condições, de modo a poderem viver em sintonias especiais, mesmo entre criaturas menos evoluídas. Ouvem, pensam, sentem, transmitem de uma maneira diferente. Sentem de forma mais sutil, menos impulsiva, não se desgastam inutilmente em esforços necessários, porque têm condições de operar com mais aptidão sem muita perda de energia. Vivem entre nós todos, encarnados e desencarnados e muitas vezes passam despercebidos, porque não provocam impactos, não se evidenciam de forma contundente para os demais. Esses são inlevados. Esse termo eu sei que não é conhecido, mas quis empregá-lo, porque desejo que vocês e conhecem também.

Hoje eu falei sobre coisas muito sérias. Seria preciso falar de alguma coisa mais leve.

No outro dia aprendi a perceber a diferença que existe entre uma pessoa parada e outra andando. Uma delas trazia a cabeça toda envolta em negras nuvens e a outra trazia junto de si uma forma escura. Qual a diferença entre as duas criaturas?

Você é capaz de matar essa charada?

É claro que a semelhança é grande, porque ambas estão em situação não muito agradável. Nós, porém, que conhecemos as malícias de nossos testes espirituais, saberemos responder. Analisemos:

Uma está andando;
outra está parada;
uma está envolta em nuvens negras, e outra trem perto de si um seguidor escuro.

Andar é movimentar-se e quem se movimenta sempre granjeia melhor situação. Outra está parada, significa que não está agindo e sua mente é propicia às más influências.

Resultando:
a que está andando não é acompanhada, porque por si só se livra;

a que está parada assim se conserva, porque não tem energia e, por isso, possui acompanhante afim. Dirão vocês: “Sim, mas a que está andando tem a mente envolta em negras nuvens”. Ora, ninguém manda que ela se movimente em mau sentido. Por que ela não age em sentido positivo?

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Antes de terminar, desejo referir-me ainda ao irmão que desencarnou. Ele está muito bem e em franca recuperação, porém não poderá dar notícias suas tão cedo e é aconselhável que não pensem nisso. Deixem-no descansar num justo repouso, depois de tantas lutas.

Um abraço afetuoso a todos os que me conheceram e que ainda se lembram de mim.

Papai, mamãe, Cezinha e todos, todos os familiares estão incluídos no meu circuito de vibrações. De ninguém eu me esqueço. Creiam-me.

Luiz Sérgio.

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Um milhão de moedas de um centavo

Um grupo de alunos de uma escola em San Antonio, no estado do Texas (EUA), arrecadou mais de um milhão de moedas de um centavo de dólar (mais de US$ 10 mil), segundo a emissora KSAT-TV.

De acordo com a reportagem, o dinheiro foi levantado durante dois anos e será doado para uma instituição que cuida de crianças que sofreram abusos e maus-tratos.

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Os alunos fazem parte da escola Navarro. “É bom poder ajudar as crianças que foram maltratadas”, disse a estudante Kellan Berry, que participou da iniciativa.

FONTE: Globo.com

É uma bela iniciativa, e que mostra que, se organizados, podemos fazer muito pelas pessoas.

Yuri, VALE.

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Sistema de Avaliação Escolar?

espaco-filosofia

Seguindo a linha da nossa querida Helena, gostaria de falar um pouco sobre a qualidade do nosso ensino.

Mas dessa vez vou focar no sistema de avaliação. Vocês já se questionaram sobre como são avaliados os alunos? Sobre como te avaliam, caso seja estudante, se realmente veem o seu potencial, ou simplesmente realizam um método para que todos consigam passar e desafogar as escolas. Eu acredito que a segunda opção, na verdade a qualidade do ensino é colocado em segundo lugar frente a quantidade de alunos que querem formar. Eles querem desafogar a enorme quantidade de alunos e dão menos valor a qualidade.

O governo apóia o ensino, dá verba, procura melhorar as escolas e tudo mais, mas sem a boa qualidade do ensino em si nada adianta, os alunos não se interessam pela aula e é dinheiro jogado fora. Um grande problema também encontrado é a falta de motivação para ser professor no Brasil. A profissão não é valorizada, eles não ganham bem, tem poucas vantagens, trabalham muito e a sociedade dá pouco valor.

Mas entendo que o maior problema não são esses ainda, o maior problema é a forma com que os alunos são avaliados. Hoje temos um sistema bem simples, as famosas provas, tão temidas, que não testam nada além da capacidade de decorar. Os professores elaboram as provas de forma que todos tenham chance de passar, talvez por desmotivação, mas também por pressão do governo de que tem de passar os alunos de ano, a famosa progressão.

Assim perde a qualidade, e desmotiva todo mundo, porque pense comigo, de que adiantará eu me esforçar e estudar o ano todo com tanto afinco se o meu colega fica durante o ano menos atento, mas quando chega no final do ano estuda pra prova final e passa. Acho que tudo favorece isso, os vestibulares, as leis governamentais, e até os próprios alunos, que tal pensarmos em um método diferente? Uma avaliação pelo esforço durante todo o ano, durante as aulas, a cada atividade realizada, quando o aluno presta atenção, demonstra interesse, enfim, e a prova fosse dissolvida ao decorrer do período?

Então eu levo você a pensar, como podemos melhorar isso? Melhorar os métodos de ensino? Será que como estudantes temos chances? Talvez os professores?  O que acham. Pare, questione. Afinal, se você não é, já foi, ou será estudante, e seus filhos poderão colher os SEUS frutos.

Felipe, ABC.

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A Colônia Onde Moro | LS Parte 5

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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...um núcleo tão bem
formado com quase tudo
semelhante às nossas
cidadezinhas.

Que Jesus esteja contigo!

É assim que devemos iniciar nossas mensagens, substituindo o boa noite convencional. Isto porque, sendo Jesus (ou tendo sido) um bom homem, cuja filosofia exalava de si perfumes raros como o amor, a caridade, o perdão, etc., logicamente, quem estiver com o pensamento nele terá uma boa noite. É questão de se colocar a mente em corrente de pensamentos pouco egoístas, comungando com outras criaturas que também assim se colocam; isso influi muito no metabolismo espiritual (se assim se pode dizer) e, conseqüente, trará boas influências ao andamento normal do físico.

Quando pensamos em Jesus o fazemos com respeito e sempre imaginando–o de acordo com os atributos que lhe foram dados pelos apóstolos ao escreverem os Evangelhos e que nos oferecem a imagem de um Espírito perfeito, meta de todos nós. Assim, ao desejarmos que Jesus esteja com alguém, nossa intenção é que comungue com Ele e, portanto, seja perfeito.

Prometi que faria uma descrição da cidade onde vivo. Realmente pode-se assim chamar, embora não seja muito grande. É um local de trânsito. Isso significa que não paramos muito nela. Já me disseram que, de lá, ou se reencarna ou se muda para outras, de acordo com as possibilidades de cada um.

84872155Muitos irmãos já descreveram lugares semelhantes, segundo me informaram. Porém , para mim, constitui inteira novidade encontrar, de repente, um núcleo tão bem formado com quase tudo semelhante às nossas cidadezinhas. Isto depois de se ter “morrido”!

Quero contar alguma coisa de você. O aspecto de sua aura é feita de partículas entremeadas de várias espécies de cores. É regra geral notar-se a aura colorida em tons característicos mais ou menos uniformes. Sua aura é interessante. Ela parece formada por pedacinhos de todas as cores, variando de maneira rápida, transformando-se em mistura de cores, de tal forma que não se pode julgar com precisão qual o sentimento preponderante no momento. A impressão que se tem é que você consegue dissimular a própria aura, ou separá-la como num prisma, decompondo a luz que emite.

Isso aprendi a ver faz pouco tempo. O professor explicou que a aura indica o estado de espírito e fez relação das principais colorações e seus significados.

Ao chegar, observei você. Foi uma mistura tal que nada pude deduzir. Fiquei confuso. Agora vou voltar e pedir explicações para seu caso.

Tia Ernestina, a irmã falecida de minha avó materna, veio falar comigo. Eu não a conhecia, nem me lembrava de ter ouvido falar nela. Conversamos muito, mesmo. Falou-me da Vovó; disse-me que agisse como pessoa de responsabilidade, porque só os Espíritos sérios, de propósitos elevados, conseguem merecer atenção dos mentores gerais, daqueles irmãos de grande sabedoria. Aconselhou-me a que me dedicasse com afinco ao trabalho, mostrando o real interesse que tenho e não me acanhasse em inquirir sobre o que desejasse saber. Aconselhou-me, também, a não desprezar nenhuma informação por mais sem importância que parecesse.

Contou alguma coisa sobre a vida que leva em outra colônia. Eu agradeci muito a tia Ernestina e ela partiu prometendo voltar ainda antes de eu ser transferido da colônia.

É. Esqueci de contar que eu talvez seja transferido para outra cidade que me dará melhores meios de estudar. Dizem que, gostando de transmitir conhecimentos, torna-se necessário que os adquira. Isso me foi dito em tom sério, fazendo-me entender que credenciavam minha iniciativa. Eu gostei.

Acho que minha transferência ainda vai demorar, porque há uma série de itens a cumprir e métodos a adquirir. Só depois de me acharem apto, poderei ir. Estou no curso primário. Quando terminá-lo, irei adiante.

Já estava escrito que eu viria cedo. Era preciso. Minha experiência seria curta e eu sabia disso. Agora já passou. Estou-me adaptando ao novo ambiente e encontrado grandes vantagens sobre o anterior.

Não vou poder continuar os meus estudos eletrônicos aqui; não me mostraram esse caminho. Aconselharam-me a estudar um ramo completamente diferente, ao qual damos muito pouca importância : o das humanidades; na Terra dos encarnados damos-lhe o nome de “Ciências Humanas. Acham muito importante e, nesse ramo, incluem a Medicina também. Se o médicos soubessem!!!

LUIZ SÉRGIO.

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Aprendendo a Auxiliar | LS Parte 4

As cartas de Luiz Sérgio são postadas sempre às terças-feira, às 10h. Para ver todas as cartas, clique aqui.

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Nunca estamos sós.

Ainda não sei muito bem se devia continuar dizendo as coisas que digo, porque desconfio que elas são banais. Porém, como sempre encontramos pessoas para as quais essas coisas são novas, é de utilidade que se ensine, recomeçando sempre. Por isso, aqui estou novamente com muita satisfação.

Muita coisa me tem acontecido desde a última notícia que dei. Estou sendo procurado por muitos irmãos que querem colaborar também e me incentivam bastante. Hoje estão muito deles aqui, porque quiseram conhecer minha família terrena. Estão animados, esperando poder participar de algum trabalho que projete suas inteligências no bem e no amor aos encarnados. Acho que ainda não estamos preparados para enfrentar um trabalho de tamanha envergadura e só daqui a alguns anos teremos possibilidades de executá-lo

É melhor para todos nós, principalmente para os encarnados, que nos mantenhamos em discreta distância, pois nenhum de nós saberia resolver os problemas que os afligem. Já tive provas dessa dificuldade, enfrentando casos estudados pelo meu grupo, sempre orientado pelo mentor (eu já expliquei que mentor é igual a professor).

O caso estudado não era dos mais complexos, mas, mesmo assim, deixou–nos embaraçados . Imagine que havia dois irmãos brigando por causa de uma moça. Perguntou-nos o mentor se saberíamos opinar sobre a questão. Os outros nada disseram e ficaram indecisos. Eu, então, resolvi expor meus pensamentos, porque achei muito natural fazê-lo. Disse que eles brigavam por uma tolice, pois a moça gostaria de um só. E se fosse o caso dos moços gostarem da mesma moça, ambos deveriam desistir e continuar sendo amigos. Então, disse-me o mentor:

– “Como você faria para normalizar a situação?”

Fui rápido na resposta, usando o conhecimento que já havia adquirido:

– “Chegaria perto de cada um deles e daria a intuição; ou esperaria que ambos dormissem para conversar com eles e convencê-los a continuar se estimando, desistindo da moça”.

O mentor, muito sério, levou-nos a um canto e depois de apaziguar os contendores, fazendo um deles se afastar e o outro descansar, ficou observando o que ficava. Após alguns minutos, pôs atenção no que me pareceu ser a mente espiritual do moço, voltou sorrindo e disse que o caso estava quase resolvido.

Levou-nos dali para o lugar onde moramos. É verdade. Nunca falei dele para você. Ë uma cidadezinha onde nós, desencarnados, temos tudo aquilo de que precisamos e somos abrigados de toda maldade. Outro dia eu explico. Nessa cidadezinha há um prédio grande onde eu nunca entrei. Nosso mentor deixou-nos à porta e entrou sozinho. Passado algum tempo voltou e, interrompendo nossa conversa, convidou-nos a retornarmos à casa dos contendores.

Lá estavam os dois irmãos amuados. Nosso mentor explicou:

– “O moço (que aqui vamos chamar José) sente atração pela moça, mas não vai desposá-la, porque na encarnação anterior contraiu débitos, isto é, tem por obrigação moral casar-me com outra moça da qual abusou e depois a relegou ao desamparo social. Embora ele tenha o desejo de voltar a ter Maria (demos-lhe esse nome) por companheira, não vai ser permitido.

João, ao contrário, é muito amigo (afim) de Maria e veio para ser-lhe companheiro, já que na encarnação anterior não o pôde, porque o irmão José, ao desviar-se do compromisso que contraíra com a outra, tomara-lhe a namorada Maria.”

A conseqüência de tudo isso foi que nós tivemos de lavrar a sentença: vamos ajudar João a casar com Maria. Foi o que começamos a fazer. Tudo sob rigorosa supervisão do mentor, que nos guia passo a passo, só nos entregando serviços menores como recados acompanhamentos para proteção, vigia e outros mais.

Como vê, muita coisa se passa na Terra e ninguém percebe que mãos desconhecidas a orientam para tudo correr certo.

Nós costumamos dizer: “Deus nos ajude” e nem sequer temos a idéia de que realmente Deus nos ajuda, fazendo com que muitos de nós estejamos perto da hora da necessidade.

Bem, esta primeira parte foi toda preparadinha para ser escrita. Cuidei de usar bem as palavras para não terem sentido dúbio. Agora vou relatar outras coisas.

Sabe que tenho feito rápidas viagens pelo Brasil? Não sei por que razão não nos deixam sair do País em nosso trabalho. É provável que nos embaraçássemos por causa da língua diferente que os povos falam. Ainda não estamos práticos em entender os pensamentos. Somos todos aprendizes. Sobre isso ouvi uma palestra em que o orador explicava que a pessoa que treinasse, quando encarnado, a transmissão e recepção de pensamentos encontraria grande facilidade, ao desencarnar, em entender os outros Espíritos, de qualquer nacionalidade que eles fossem.

Já visitei outros sítios que não estão em contato com os encarnados. São lugares onde os desencarnados se encontram agrupados e isolados. Também tomei conhecimento das “encarnações”. Falaram-nos longamente sobre isso. Eu continuo não me lembrando de nenhuma a não ser da última, porém dizem que tivemos muitas como gente. Aí eu não me contive e perguntei.

– “Então tivemos outras sem ser gente, ou nascemos de Adão e Eva?”

Fiz mal e fui advertido, pois inquiri com ironia, mas a resposta veio, um tanto vaga, precisando de maiores detalhes, contudo havia lógica. Disseram que estamos evoluindo espiritualmente e também na forma, e que um depende do outro (espírito e forma); que já pertencemos a outras espécies de animais antes de sermos homens. Isso me fez pensar, mas não mais me atrevi a brincar.

Essas foram as lições mais importantes que recebemos. Elas terão continuidade, porque se formam lacunas no nosso pensamento que nós não sabemos como preencher. É preciso que venham as explicações para que possamos fazer comentários.

Quero que perceba que estou falando muito no plural. Foi-nos recomendado que usássemos o “eu” o menor número possível de vezes. O mentor sugeriu que verificássemos os encarnados e contássemos quantos caminhavam inteiramente sós. Nós contamos apenas um em uma multidão. Então, fez-nos notar que nunca uma pessoa está só. Há sempre alguém acompanhando e auxiliando, quando não, prejudicando. Por isso, devemos ir-nos acostumando a nunca usar o pronome na primeira pessoa do singular, mas sempre no plural.

Ainda quero falar de outras coisas. No Natal, por exemplo, que também festejamos. Já na véspera, ouvimos, uma belíssima explanação com a recomendação de que não fizéssemos o nosso Natal egoisticamente. De acordo com a sugestão, o grupo, sempre seguido pelo mentor, buscou uma família necessitada de conforto; e, então, foi uma correria, intuindo um a outro para levar – lhes o necessário a fim de que o estômago insatisfeito não os impedisse de pensar em Jesus.

Jesus é louvado em todos os trabalhos e reuniões que temos. Ensinam-nos que ele foi admirável em sua abnegação. E seu mérito é tão grande que não sabem de ninguém que conseguisse alcançá-lo.

Assim, como expliquei acima, passei o meu primeiro Natal no espaço. Já com a missão cumprida, recolhi-me a orar e, pela primeira vez aqui, orei com devoção mesmo. Não orei pedindo nada para mim, mas rogando um pouco de alegria para meus pais, que agora só ficaram com meu irmão.

Hoje recebi licença para vir fazer uma visita e deixar minha mensagem. Agradeço a oportunidade e desculpe-me se não me sinto com espírito jocoso, próprio para divertir. Outro dia voltarei, quando puder e tiver algo interessante para contar. Quero descrever a cidadezinha onde moro. Vai achar muito curiosa.

LUIZ SÉRGIO.

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